Tim Cook prevê aumento nos custos de memória e ações da Micron sobem quase 4%

As ações da Micron Technology Group avançaram nesta sexta – feira, 31 de maio, impulsionadas por declarações importantes do setor tecnológico e pela crescente demanda global em infraestrutura artificial inteligente.
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Os papéis negociados sob o código MU subiam quase 4% no pré – mercado desta manhã, cotando a US 904,00 às 8 horas, horário de Brasília. O otimismo é um salto considerável comparativo ao dia anterior; na quinta – feira, os investidores já haviam levado as negociações para uma alta expressiva de até 19%.
O impacto das falas da Apple sobre custos elevados
A valorização recente foi reforçada por comentários do CEO da Apple, Tim Cook. Em meio à incerteza que pairava após o fechamento em 739 na quarta – feira, 29 — período marcado por dúvidas quanto à sustentabilidade do boom global —, a fala de Cook trouxe alívio e foco direto no componente central: memória.
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“Para setembro, esperamos pagar custos de memória ainda mais altos”, declarou ele durante um evento setorial. Essa projeção beneficia diretamente empresas como Micron, já que elas são fabricantes cruciais dos chips de memórias utilizados nos dispositivos eletrônicos modernos.
A ausência da China gera especulação
Além disso, os investidores observaram o conteúdo não abordado pelo executivo Apple também foi relevante para as análises sobre MU. Embora Tim Cook tenha mencionado apenas cautelosamente a possibilidade do ingresso de novos fornecedores no mercado global de memoria, houve uma lacuna notável em seu discurso: nenhuma referência aos planos supostamente existentes por parte da empresa americana de comprar componentes chineses para equipar seus aparelhos vendidos na Ásia.
O tema é considerado sensível pelos analistas financeiros brasileiros e internacionais porque reportagens anteriores publicadas pelo Wall Street Journal indicavam que a própria Amazon vinha pressionando grandes fabricantes pela autorização de usar chips produzidos na China fora dos Estados Unidos.
A possível entrada maciça desses semicondutores asiáticos tem sido um fator constante nas discussões sobre as ações Micron nos últimos meses, embora o risco ainda seja visto como distante no radar do mercado financeiro em geral.
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Amazon eleva projeção: IA impulsiona demanda por memória
Enquanto os comentários da Apple ajudaram a dissipar parte das cautelas ao redor da ação MU, outro estímulo veio com informações divulgadas recentemente pelo gigante varejista Amazon. Segundo dados apresentados pela companhia, ela elevou sua previsão de gastos (capex) para 2026; esse valor foi ajustado de US200 bilhões para um patamar superior que atinge US 220 bilhões.
Esse aumento sinaliza uma manutenção do ritmo aceleradíssimo dos investimentos em infraestrutura dedicada à inteligência artificial e aos servidores associados. Esse tipo robusto investimento tende diretamente beneficiar fornecedores essenciais como Micron, cuja memória é vitalmente utilizada nos workloads mais pesados voltados a cargas computacionais avançadas por IA.
O mercado segue projetando crescimento contínuo no lucro da empresa ao longo dos próximos três anos devido justamente pelos elevados gastos com tecnologia AI. Mesmo após as fortes altas registradas recentemente na cotação das ações, os dados divulgados pela Barron’s (e corroborados pelo Fact Set) mostram que o múltiplo preço sobre lucros ainda está abaixo de seis vezes para MU — um patamar considerado baixo e atrativo considerando toda essa trajetória histórica de valorização do papel em bolsa.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



