Flória: Brasil transforma Sul dos EUA em novo centro empresarial

Flória consolida posição como novo polo empresarial brasileiro nos EUA, atraindo investimentos recordes e expandindo atuação no Sul americano.

31/07/2026 09:42

3 min

Vista aérea de Tampa, na Flórida: tapete estendido para empreendedores brasileiros
Vista aérea de Tampa, na Flórida: tapete estendido para empreend...

O destino dos brasileiros que buscam oportunidades de negócios nos Estados Unidos mudou drasticamente ao longo das últimas décadas. Se antes o foco era apenas no trabalhador em busca da vida nas grandes metrópoles como Nova York e Boston, hoje os empresários veem na Flórida um polo consolidado para construir novos empreendimentos.

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Graças à combinação entre impostos mais baixos sobre renda pessoal estadual, menor burocracia regulatória e incentivos públicos robustos, a região ganhou fama internacional — sendo apelidada por especialistas do mercado de “Wall Street do Sul”.

Em 2024, só o comércio bilateral traçou US 25,6 bilhões movimentados anualmente entre Brasil e Flórida.

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Por que Florida se tornou centro financeiro brasileiro?

O crescimento dos investimentos brasileiros nos EUA é um dado expressivo: em 2024 os recursos somaram impressionantes US 22,1 bilhões, representando uma alta significativa de 52,3% quando comparado ao ano de 2014.

“Apenas no período compreendido entre 2020 e 2024”, afirma Vinícius Bicalho, advogado licenciado na região americana, “as empresas brasileiras anunciaram mais de US 3,3 bilhões destinados a novos projetos dentro do país”. Além disso, o setor franchising também mostra força; segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as operações internacionais cresceram em 26,3% apenas entre os anos de 2022 e 2023.

Vantagens tributárias superam grandes centros

O diferencial competitivo vai além dos números macroeconômicos apresentados no mercado financeiro americano. A Flórida atrai negócios por reunir condições únicas que minimizam custos na internacionalização.

É possível atribuir esse apelo ao fato do estado não cobrar imposto estadual sobre a renda das pessoas físicas, combinando isso com um ambiente mais flexível para o trabalho em geral. Somado à infraestrutura de ponta — incluindo portos e aeroportos —, existe ainda uma grande comunidade brasileira estimada em cerca de 590 mil habitantes localmente.

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Eduardo Morita, consultor brasileiro especializado em internacionalização há décadas, reforça essa tendência: ele apontou que empresas brasileiras instaladas no estado saltaram drasticamente; se eram aproximadamente 6.500 unidades somente em 2012, hoje ultrapassam os 30 mil estabelecimentos até 2025.

Grandes marcas investem na produção regional

O movimento não é apenas teórico e conta com exemplos concretos do setor produtivo nacional. Um dos casos mais recentes de sucesso foi a Bauducco ao escolher Zephyrhills para instalar sua primeira fábrica panettones fora do Brasil após receber incentivos fiscais locais robustos.

Esse investimento totalizou US 200 milhões da empresa; o apoio veio por meio de benefícios que incluem isenção parcial de impostos pelo período de dez anos, além programas específicos de capacitação profissional.

“No wafer somos líderes em Nova York, Califórnia e Flórida”, declara Stefano Mozzi, CEO internacional da companhia há quinze anos na marca “Bauducco”. Ele explica à imprensa: “A fábrica de Zephyrhills é uma evolução natural dessa trajetória.

Chegou a hora de produzir localmente”, ressaltando ainda como fabricar no estado reduz custos logísticos significativamente. Outras empresas também seguem essa trilha estratégica. A rede Milkshakes inaugurou sua operação americana ao final do ano de 2025 com quatro lojas já abertas; o plano prevê mais cinco unidades até este mesmo nămo calendário.

O futuro dos negócios brasileiros nos EUA. Olhando para os próximos anos, as expectativas são altas: além da Rede Milkshakes reforçar presença na Flórida e mirar em dezesseis operações locais somente até o fim de 2026 — visando um total ambicioso de sessenta pontos comerciais no país americano rumo a 2030 —, especialistas apontam que há uma abertura geral do mercado.

O cônsul – geral norteamericano Kevin Murakami afirmou publicamente como sendo “muito favorável” este momento para investidores vindos do Brasil.

“As portas dos Estados Unidos estão mais do que nunca abertas para o capital brasileiro”, disse ele ainda mencionando, por parte americana, prioridades políticas voltadas à atração desse investimento estrangeiro.”

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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