PCC amplia atuação com aquisição de fazendas em Mato Grosso e laboratórios de cocaína na Europa

PCC expande suas operações com a compra de fazendas em Mato Grosso, reforçando sua presença no tráfico internacional de drogas e desafiando a segurança pública.

04/08/2026 11:10

3 min

PCC Fronteira Itália
PCC Fronteira Itália

Recentes investigações revelam uma preocupante evolução nas atividades do PCC (Primeiro Comando da Capital), envolvendo tráfico violento na fronteira, aquisição de fazendas bilionárias em Mato Grosso e a operação de laboratórios de cocaína na Europa.

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Apesar dos esforços das forças de segurança estaduais e federais ao longo dos anos, a facção criminosa se adapta, mudando suas rotas e penetrando em diversas camadas da sociedade.

Vídeos obtidos pela CNN Brasil mostram o tráfico de drogas do PCC na fronteira do Paraná. Embora a facção continue operando nessa área, novas rotas foram estabelecidas, dificultando o trabalho das autoridades e permitindo que o ciclo criminoso permaneça ativo.

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Aquisição de Fazendas em Mato Grosso

Mesmo com o fortalecimento da segurança na fronteira com o Paraguai através de investimentos em tecnologia e aumento do efetivo policial, as operações do PCC na região paranaense não foram interrompidas; ao contrário, a organização buscou alternativas.

Investigações indicam que a facção adquiriu fazendas no Sul de Mato Grosso avaliadas em aproximadamente R 8 bilhões. Essas propriedades funcionariam como novas bases para escoar drogas rumo ao Porto de Paranaguá e terminais privados, facilitando o fluxo ilegal de entorpecentes.

Os portos de Paranaguá, Itajaí (Santa Catarina) e Santos (São Paulo) estão entre os principais pontos estratégicos utilizados pelo crime organizado para o tráfico internacional de drogas. A localização desses terminais é crucial para as operações da facção.

Infiltração no Poder Público

A infiltração do crime organizado nas esferas públicas já é uma prática conhecida entre os investigadores. No Paraná, um caso emblemático envolve um major da Polícia Militar que foi preso por corrupção passiva. O ex – comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar de Loanda foi acusado de cobrar propina de criminosos locais.

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A investigação revela que ele recebia cerca de R 200 mil para facilitar o tráfego criminoso de drogas, armas e cigarros, especialmente em Umuarama, no Noroeste do estado. O major foi detido em setembro de 2025 durante a Operação Transparência, sendo denunciado pelo Ministério Público por atuar sistematicamente na cobrança e recebimento dessas propinas.

Laboratórios na Europa

As mais recentes descobertas sobre a atuação internacional do PCC apontam para a existência de laboratórios destinados ao refino de cocaína na Itália e em Portugal. Essa expansão significa que a facção passou a realizar parte do processo produtivo diretamente na Europa, aumentando significativamente seus lucros.

Estima – se que cerca de 90% da cocaína enviada à Europa por via marítima esteja conectada ao PCC. A forte ligação entre o grupo paulista e operações internacionais indica que a facção está se estabelecendo em diversos países europeus, replicando um sistema de produção e tráfico que foi “importado” da Bolívia, Paraguai e Colômbia, consolidado no Brasil.

Estrategias para Combater o Crime Organizado

A cooperação entre autoridades nacionais e internacionais já é reconhecida como essencial no combate à expansão do PCC. A facção opera como uma rede multinacional envolvendo empresas fictícias, exploração de brechas regulatórias e infiltrações na economia formal e no Estado.

Especialistas sugerem várias estratégias para enfrentar essa ameaça: investigar não apenas os executores dos crimes, mas também quem os financia; desarticular as redes logísticas e financeiras que sustentam as atividades criminosas; mapear vulnerabilidades regulatórias; além de promover uma atuação integrada entre diferentes órgãos públicos como Ministério Público, Judiciário e forças policiais.

O engajamento do setor privado, academia e sociedade civil também é visto como fundamental para proteger o ambiente econômico contra essas práticas ilegais.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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