Irã promete retaliar se bloqueio naval dos EUA continuar, afirma conselheiro de Khamenei

As forças armadas do Irã prometem agir contra o bloqueio naval imposto ao país. A afirmação partiu de Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, após o colapso de um cessar – fogo que havia sido acordado entre os EUA e o Irã.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No último dia 3, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que redirecionou 44 navios comerciais, imobilizou dois e abordou outros dois como parte das ações relacionadas ao bloqueio. Rezaei, em entrevista à televisão estatal iraniana, declarou que o Irã “não permitirá, em hipótese alguma, a abertura de qualquer rota pelo Estreito de Ormuz que não seja a rota do Irã”.
Ele acrescentou: “Se os Estados Unidos levarem navios de guerra para a rota ilegal na via, nós os visaremos”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ações e reações no conflito
O conselheiro militar também acusou Washington de violar acordos existentes e de realizar ataques sem antes apresentar a situação ao comitê de resolução de disputas. Desde o início de julho, os EUA retomaram os ataques contra o Irã depois que Teerã foi acusado de navegar em uma rota não autorizada.
Rezaei ressaltou que os americanos deveriam cumprir as condições já acordadas no memorando assinado em junho.
Ele pediu que os EUA devolvessem recursos iranianos, declarassem que não estão mais em guerra com o país e deixassem de gerar insegurança na região. “Permitam – nos apoiar o comércio global por meio de nossos próprios arranjos, de forma ainda melhor do que antes”, afirmou Rezaei.
O conselheiro destacou que qualquer cumprimento das obrigações por parte dos EUA seria encarado como uma mudança no comportamento americano.
Leia também
Negociações e situações regionais
O porta – voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irã está focado apenas nas negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz. Segundo ele, os Estados Unidos “violaram todos os seus compromissos” durante as negociações em junho, quando houve o fracasso do cessar – fogo.
Em outra frente, seis navios – tanque operados pela Arábia Saudita mudaram suas rotas pela África para evitar um bloqueio no Mar Vermelho imposto pelos Houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iémen. Essa alteração nas rotas adicionou pelo menos duas semanas às viagens desses navios.
Desdobramentos do cenário político
Em declarações recentes a bordo do Air Force One, o presidente dos EUA mencionou que cancelou ataques planejados após solicitações da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã. Ele indicou a existência de um acordo sobre Ormuz e a possibilidade futura de um entendimento sobre o programa nuclear.
Após essas declarações, os preços do petróleo caíram significativamente. Trump também criticou as empresas petrolíferas por estarem “ganhando dinheiro demais” durante o conflito. Enquanto isso, uma autoridade israelense reafirmou que Israel continuará a neutralizar quaisquer ameaças aos seus civis e soldados em meio aos esforços dos EUA e do Conselho de Paz para interromper os ataques na Faixa de Gaza.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



