Quatro brasileiros são detidos na Islândia durante protesto contra caça às baleias

Quatro brasileiros foram detidos na Islândia após uma intervenção da Guarda Costeira durante um protesto contra a caça de baleias, ocorrido na última quinta – feira (30). A abordagem aconteceu enquanto ativistas tentavam impedir a atividade de um navio baleeiro, que acabou se retirando da área.
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A ação culminou na detenção dos manifestantes na sexta – feira (31), quando uma embarcação auxiliar do grupo, chamada Bandero, foi lançada ao mar para interceptar o navio. Após localizar uma das últimas embarcações autorizadas a caçar baleias – fin, a Guarda Costeira islandesa mobilizou helicópteros e drones para a operação.
Os agentes armados tomaram controle do navio e o conduziram até Reykjavík, a capital do país.
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Identificação dos detidos
Os brasileiros envolvidos na missão são: Lucas Barbosa, de 28 anos, cozinheiro natural de Craíbas (AL); Vitor Young, 32 anos, contramestre de Santos (SP); Victor Calixto, 23 anos, marinheiro de convés oriundo de Ilhabela (SP); e Rui Amorim, 52 anos, médico de bordo de Ribeirão Pires (SP.
De acordo com informações da Sea Shepherd Brasil, todos permanecem sob custódia das autoridades locais.
No início da detenção, os tripulantes ficaram incomunicáveis durante as primeiras 24 horas e não puderam contatar suas famílias. Após esse período restrito, conseguiram acessar computadores e estabelecer contatos esporádicos com seus parentes.
Entretanto, seus celulares continuam apreendidos sob controle das autoridades islandesas.
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Contexto da operação e alegações de irregularidades
A embarcação Bandero participa da Operação 86, promovida pela ONG internacional Captain Paul Watson Foundation. Esta expedição conta com 21 tripulantes provenientes de 11 países e busca monitorar e interromper atividades relacionadas à caça às baleias na Islândia.
O governo islandês informou que alguns dos tripulantes não tinham autorização para permanecer no país.
A Captain Paul Watson Foundation questiona a legalidade da intervenção realizada pela Guarda Costeira. Segundo a organização, a abordagem ocorreu fora do limite permitido de 12 milhas náuticas da costa islandesa. Entre as irregularidades apontadas estão a falta de comunicação dos tripulantes com suas famílias, limitações no acesso à defesa jurídica escolhida por eles e apreensão de bens sem mandado judicial.
Além disso, houve exigências para entrega dos celulares e senhas como condição para realizar ligações telefônicas.
Pedido formal às autoridades brasileiras
A Sea Shepherd Brasil e a Captain Paul Watson Foundation protocolaram um pedido oficial ao Governo Brasileiro, incluindo o Itamaraty e os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e dos Direitos Humanos e da Cidadania. O objetivo é garantir assistência consular aos brasileiros detidos na Islândia.
As organizações afirmaram que continuarão acompanhando o caso em colaboração com a defesa da tripulação e aguardam respostas das autoridades competentes. A CNN Brasil também entrou em contato com representantes do governo brasileiro em busca de informações sobre o andamento do caso.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



