Impacto de nova tarifa sobre mel brasileiro é limitado, avalia Renato Azevedo da Abemel

Azevedo acredita que a exclusão do mel orgânico da tarifa adicional permitirá ao setor apícola brasileiro manter sua competitividade no mercado dos EUA.

24/07/2026 11:20

3 min

O Brasil exporta mais de 80% da produção de mel para os EUA.
O Brasil exporta mais de 80% da produção de mel para os EUA.

O presidente da Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel), Renato Azevedo, comentou sobre a recente decisão dos Estados Unidos de excluir o mel orgânico brasileiro da tarifa adicional de 25%. A medida, segundo ele, diminui significativamente o impacto econômico enfrentado pelo setor.

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Entretanto, o mel ainda estará sujeito à tarifa de 12,5% imposta pela legislação americana relacionada ao trabalho forçado.

Azevedo destacou que essa taxa não reflete a realidade da apicultura no Brasil, que é majoritariamente composta por pequenos produtores rurais autônomos. Esses produtores costumam comercializar sua produção com entrepostos e empresas exportadoras.

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Para o presidente da Abemel, não há razões para associar a atividade apícola brasileira a práticas relacionadas ao trabalho forçado.

Análise das tarifas e seu impacto

O dirigente também criticou a natureza política das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que, segundo ele, dificulta a defesa do modelo produtivo do Brasil. “As tarifas adotadas têm um caráter mais político do que técnico”, afirmou Azevedo.

Isso torna desafiador apresentar argumentos que revelem as especificidades e os padrões éticos da cadeia produtiva brasileira.

Apesar da manutenção da tarifa de 12,5%, a Abemel considera que o impacto será limitado. Antes dessa mudança, o mel brasileiro era tributado em 10%, resultando em um aumento de 2,5 pontos percentuais na tarifa atual. O presidente ressaltou que essa elevação ainda está abaixo do cenário anterior e acredita que isso ajudará o setor a manter sua competitividade no mercado norte – americano.

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Azevedo mencionou que atualmente a tarifa de 12,5% se aplica a produtos provenientes de cerca de 60 países. Ele acredita que esse fator ajuda a equilibrar as condições para o mel brasileiro no comércio internacional. “Embora as tarifas representem um dificultador nas negociações, o fato de serem aplicadas também a diversos outros países preserva nossa competitividade”, declarou.

Perspectivas futuras para o setor

O presidente da Abemel expressou otimismo em relação ao futuro do setor apícola brasileiro. Ele comentou como as mudanças nas tarifas podem abrir novas oportunidades para os exportadores brasileiros. “Estamos agora sem a ‘corda no pescoço’ que tínhamos até pouco tempo atrás”, disse Azevedo, referindo – se à pressão anterior causada pelas altas tarifas.

A entidade continuará monitorando as políticas tarifárias dos Estados Unidos e buscando formas de dialogar sobre as particularidades da produção nacional. Azevedo concluiu afirmando que é fundamental manter um espaço para negociação e discussão sobre as realidades enfrentadas pelos apicultores brasileiros.

Com essas medidas e análises em mente, os exportadores esperam uma recuperação gradual nas vendas externas e um fortalecimento da imagem do mel brasileiro no mercado internacional.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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