Polícia investiga fraude de R 4 milhões em app de transporte feminino Lady Driver

A Polícia Civil de São Paulo deu início a um inquérito para investigar um suposto esquema de estelionato e associação criminosa ligado à plataforma Lady Driver, um aplicativo de transporte voltado exclusivamente para mulheres. A ação acontece após mais de 30 vítimas denunciarem a empresa por fraudes e promessas de lucros irreais.
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Segundo informações obtidas pela CNN Brasil, o modelo de negócio prometia criar uma rede de transporte em que tanto motoristas quanto passageiras seriam mulheres, com o intuito de promover segurança e empoderamento feminino. No entanto, a fraude teria causado um prejuízo superior a R 4 milhões a licenciadas em 20 estados brasileiros.
Denúncias e Envolvimento da Sócia
A denúncia aponta que Gabriella Corrêa, sócia – administradora da Lady Driver e esposa do comediante Marcos Chiesa, estaria envolvida no esquema. Ela é acusada de fazer declarações falsas sobre a funcionalidade do sistema da plataforma, utilizando dados manipulados para atrair investidoras.
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A situação começou a ser levada ao Judiciário em 2022, quando um grupo de licenciadas entrou com uma ação coletiva contra a empresa, alegando que haviam adquirido um “aplicativoplataforma que não funcionava”. Contudo, as acusações formais de estelionato e associação criminosa só emergiram quase quatro anos depois, em março de 2025, quando uma notícia – crime foi protocolada.
O inquérito policial foi instaurado cinco meses depois, em agosto do mesmo ano.
Desdobramentos Recentes
Em janeiro de 2026, a gestão da empresa anunciou o encerramento unilateral da marca e a fragmentação das operações por cidade. Essa decisão ocorreu após reuniões internas. Entretanto, no mês passado, a Justiça paulista rejeitou os pedidos de arquivamento da empresa e ordenou que o inquérito continuasse.
As investigações revelam que a Lady Driver atraía mulheres empreendedoras para comprar licenciamentos exclusivos em suas regiões. As promessas eram tentadoras: lucros que poderiam chegar a R 100 mil por licenciamento, baseados em projeções financeiras que as vítimas consideram manipuladas.
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Para reforçar essa narrativa, vídeos de “casos de sucesso” e depoimentos foram utilizados, mas segundo as denunciantes, esses relatos eram forjados.
Impacto nas Vítimas
No momento em que as vítimas realizavam seus investimentos — alguns chegando até R200 mil — se viam diante de uma plataforma frequentemente inoperante e cheia de falhas graves, como problemas na geolocalização e na integração dos meios de pagamento.
Um cálculo feito pelas licenciadas estima que o grupo perdeu quase R 40 milhões em potenciais lucros, considerando uma promessa anual de faturamento de R 1,2 milhão por licença vendida.
A defesa prévia da empresa argumenta que se trata apenas de uma controvérsia cível – empresarial. No contrato assinado pelas licenciadas constaria uma cláusula isentando a corporação de qualquer responsabilidade em casos de insucesso comercial ou danos decorrentes das atividades das licenciadas.
Pendências Judiciais
O inquérito policial está agora sob análise do Judiciário devido à sua natureza cível. O Ministério Público também confirmou que existe uma representação em andamento na promotoria criminal da Capital. Segundo eles, diligências foram solicitadas para cumprimento pela autoridade policial e aguardam execução.
A CNN Brasil continua buscando contato com a defesa dos citados no caso e deixa espaço aberto para eventuais manifestações.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



