Frio pode aumentar em até 30% o risco de infarto, alerta Instituto Nacional de Cardiologia

Com a chegada do inverno, as preocupações com a saúde vão além das doenças respiratórias. O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) alerta que os casos de infarto agudo do miocárdio podem aumentar em até 30% durante os dias mais frios do ano.
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Segundo o cardiologista Ricardo Ferreira, do Centro Cardiológico, a principal razão para esse aumento está relacionada à forma como o corpo reage ao frio.
Quando as temperaturas caem, ocorre um mecanismo natural em que os vasos sanguíneos se contraem para preservar o calor e manter a temperatura dos órgãos vitais. “Ao estreitar as artérias, o corpo exige que o coração trabalhe com mais intensidade para bombear o sangue, elevando a pressão arterial de forma súbita”, explica Ferreira.
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Essa pressão aumentada pode ser especialmente perigosa para quem já possui placas de gordura nas artérias, pois o esforço extra pode levar à ruptura dessas placas e à formação de coágulos, resultando em infartos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC.
Impactos do frio na saúde cardiovascular
Além da constrição dos vasos sanguíneos, as baixas temperaturas também afetam a composição do sangue. Ricardo Ferreira observa que o frio aumenta a viscosidade sanguínea e a atividade das plaquetas, tornando o sangue mais propenso à coagulação.
Essa alteração pode elevar ainda mais os riscos cardiovasculares durante o inverno.
Outro fator que merece atenção é a maior circulação de vírus típicos dessa estação, como os da gripe e da pneumonia. Essas infecções podem desencadear processos inflamatórios no organismo, sobrecarregando o coração e servindo como gatilhos para eventos cardiovasculares em indivíduos mais vulneráveis.
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Para minimizar os riscos associados ao frio, o cardiologista recomenda algumas precauções. A primeira delas é manter – se bem hidratado, mesmo quando a sensação de sede diminui. Ele também sugere evitar mudanças bruscas de temperatura e manter as vacinas contra gripe e pneumonia em dia.
A prática regular de atividades físicas continua sendo indicada, desde que realizada em ambientes controlados ou nos horários mais quentes do dia. Ferreira alerta ainda que é fundamental realizar aquecimento adequado antes dos exercícios físicos.
Por fim, sintomas como dor no peito, falta de ar sem causa aparente, palpitações e tontura não devem ser ignorados. “Buscar atendimento médico imediato ao apresentar esses sinais é crucial, especialmente durante períodos de frio intenso”, conclui o especialista.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



