Navio vietnamita Khoi Nguyen 18 afunda no Mar do Sul da China e 17 pessoas estão desaparecidas

No último domingo (26), equipes de resgate intensificaram as buscas por 17 pessoas que ainda estão desaparecidas após o naufrágio do navio vietnamita Khoi Nguyen 18, na movimentada rota marítima do Mar do Sul da China. Desde a noite de sábado (25), ao todo, 45 pessoas foram salvas das águas, conforme informações da emissora estatal chinesa CCTV.
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Segundo as autoridades chinesas, o cargueiro, que transportava 62 cidadãos vietnamitas, enfrentou uma situação de emergência em águas próximas ao Recife Fiery Cross. O sinalizador de emergência disparado pela embarcação foi detectado pela primeira vez por um navio de resgate chinês, o Nanhai Jiu 115, na mesma noite em que ocorreu o acidente.
Operações de resgate e coordenação internacional
Durante a operação de resgate, a embarcação chinesa localizou uma balsa salva – vidas com 29 pessoas a bordo, aproximadamente 70 quilômetros ao norte do Recife Fiery Cross. Outras duas missões de resgate contribuíram para elevar para 45 o total de pessoas já recuperadas.
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Para localizar os desaparecidos, estão envolvidos dois navios e um helicóptero de resgate.
O Khoi Nguyen 18 tem cerca de 70 metros de comprimento e possui arqueação bruta de 999 toneladas métricas. O Ministério das Relações Exteriores do Vietnã revelou que, logo após o incidente, as autoridades locais coordenaram rapidamente ações para chegar ao local do naufrágio.
Um porta – voz do ministério comentou sobre a situação: “O Vietnã iniciou operações de busca e salvamento com o apoio das forças e dos navios chineses que estavam nas proximidades”. Ele também expressou gratidão à China pela assistência prestada durante a operação.
Contexto geopolítico na região
A área onde ocorreu o naufrágio está situada nas disputadas Ilhas Spratly— conhecidas na China como Ilhas Nansha — um conjunto de recifes e ilhas altamente contestadas no Mar do Sul da China, ricas em recursos naturais. A China reivindica soberania sobre quase toda essa rota marítima estratégica, incluindo as Ilhas Spratly, onde tem construído pistas de pouso e militarizado ilhas artificiais.
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Essas alegações da China entram em conflito com os direitos do Vietnã, Taiwan, Malásia e Brunei sobre a mesma região. A complexidade das reivindicações territoriais torna a busca por soluções pacíficas ainda mais desafiadora.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



