Mikie Sherrill revela erro que incluiu 6.600 não-cidadãos em listas eleitorais de Nova Jersey

Mikie Sherrill anuncia medidas para corrigir erro que registrou não-cidadãos como eleitores e reafirma compromisso com a transparência nas eleições.

22/07/2026 05:50

3 min

Eleitora vota durante as eleições primárias para o Congresso dos EUA em Nova Jersey em 2 de junho de 2026
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A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, revelou nesta terça – feira (21) que cerca de 6.600 pessoas não cidadãs dos Estados Unidos foram acidentalmente registradas nos cadernos eleitorais do estado devido a um erro de software no departamento estadual de veículos motorizados.

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Apesar desse número elevado, menos de 400 indivíduos efetivamente votaram nas eleições desde 2023.

Sherrill, que assumiu o cargo em janeiro deste ano, informou que tomou conhecimento do problema na semana passada. O erro ocorreu no Sistema de Veículos Motorizados de Nova Jersey, onde pessoas que declararam não serem cidadãos americanos acabaram sendo registradas como eleitores entre junho de 2023 e junho de 2024.

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A governadora enfatizou que essas pessoas não cometeram nenhuma irregularidade, já que foram registradas por engano e “sem culpa alguma”.

Ação da governadora e contexto político

A análise inicial do governo estadual indicou que apenas uma fração dessas pessoas — cerca de 400, abrangendo democratas, republicanos e eleitores sem filiação partidária — realmente votou. Em resposta à situação, Sherrill determinou a remoção das inscrições indevidas das listas eleitorais e anunciou que substituirá a empresa responsável pelo erro.

No comunicado, a governadora criticou as tentativas do governo Trump de usar as eleições como ferramenta política. “Enquanto o governo Trump tenta usar as eleições como arma para obter ganhos políticos, estou garantindo que protejamos nossas eleições”, afirmou Sherrill.

Ela destacou o compromisso com uma gestão transparente: “Quando encontramos um problema, não o escondemos, não o negamos nem inventamos teorias da conspiração”, disse ela.

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Desinformação e reações sobre segurança eleitoral

Donald Trump tem levantado questões sobre a integridade das eleições americanas desde sua derrota em 2020 para Joe Biden, alegando irregularidades sem apresentar evidências concretas. Sua administração também fez alegações infundadas sobre fraudes relacionadas ao voto por correspondência e à confiabilidade das urnas eletrônicas.

Uma análise da Reuters apontou que violações eleitorais cometidas por não – cidadãos costumam ser involuntárias e resultam frequentemente de desinformação ou confusão individual. Recentemente, o governo Trump ameaçou autoridades estaduais com sanções caso não implementassem medidas rigorosas de segurança eleitoral.

Nova Jersey foi um dos quatro estados aos quais Markwayne Mullin, secretário da Segurança Interna dos EUA, solicitou informações sobre possíveis violações eleitorais. Embora tenha mencionado mais de 250 mil casos suspeitos nos quatro estados — incluindo Califórnia, Nevada e Pensilvânia — Mullin não forneceu provas concretas ou critérios específicos utilizados para essa identificação.

Sherrill demonstrou abertura para colaborar com os órgãos federais em busca da segurança nas eleições futuras. “Estou ansiosa para trabalhar com vocês para garantir a segurança de suas eleições no futuro”, declarou Mullin em uma postagem na rede social X, referindo – se ao anúncio feito pela governadora.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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