Convenções partidárias começam e PT e Flávio Bolsonaro enfrentam desafios eleitorais

PT e Flávio Bolsonaro enfrentam um cenário eleitoral incerto, com desafios significativos para consolidar alianças e atrair apoio nos principais estados.

21/07/2026 01:27

4 min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda; o senador Flávio Bolsonaro (PL), à direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda; o senad...

As convenções partidárias começaram nesta segunda – feira (20), dando início ao calendário eleitoral estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse momento marca a saída dos partidos da fase de especulações, exigindo que formalizem candidatos, alianças e estratégias de campanha.

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No entanto, analistas apontam que o cenário atual é marcado por um número incomum de indefinições para essa etapa do processo.

“Em eleições anteriores, já tínhamos definições mais claras, mas agora a situação é diferente”, observou William Waack durante o WW. O Partido dos Trabalhadores (PT) enfrenta dificuldades para obter apoio nos maiores colégios eleitorais, enquanto Flávio Bolsonaro ainda busca uma aliança nacional.

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Desafios do PT e de Flávio Bolsonaro

Nacionalmente, o PT deve manter uma coligação semelhante à de 2022, aliando – se ao PSB no primeiro turno. O partido lançou 13 candidatos a governador e está com cabeça de chapa nos dois maiores colégios eleitorais: São Paulo e Minas Gerais. No entanto, os desafios são grandes.

Em São Paulo, Fernando Haddad luta para convencer o eleitorado do interior e aparece em algumas pesquisas como derrotado no primeiro turno para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos.

No estado mineiro, a situação também é complicada. O candidato do PT ao Palácio Tiradentes é o deputado e ex – prefeito de Belo Horizonte, escolhido após as desistências de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT). Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta obstáculos significativos.

Em Minas Gerais, ele queria que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) fosse seu candidato ao governo com o PL na vice, mas isso não se concretizou.

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Na corrida paulista, Flávio garantiu apoio local, mas ainda não consolidou alianças em nível nacional. Entre os partidos cogitados para compor sua aliança estão União Brasil, PP e Republicanos. A vaga de vice na chapa de Flávio continua indefinida, com concorrência entre Daniella Marques, ex – presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro, e a ex – ministra Tereza Cristina.

Fatores Externos e Imagem dos Candidatos

Creomar de Souza, CEO da consultoria Dharma Politics, afirmou que o cenário atual revela fragilidades nos principais nomes em disputa. O PT não consegue atrair apoios do centro político enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta dilemas relacionados à sua própria imagem. “O filho do ex – presidente acreditou que o apoio viria como um esforço gravitacional.

Entretanto, surgiram elementos que arranham sua imagem e aumentam a incerteza”, destacou Souza.

Ele também ressaltou como o escândalo do Banco Master e as sanções americanas impactam as decisões políticas. Esses fatores fazem com que muitos grupos políticos prefiram esperar antes de aderir ao palanque de Flávio ou até mesmo considerem fazê – lo apenas em um eventual segundo turno.

A Importância de Minas Gerais

Daniel Rittner, diretor de jornalismo da CNN em Brasília, enfatizou a relevância de Minas Gerais como um “grande estado pêndulo” do Brasil. Ele recordou que em 2018 Jair Bolsonaro venceu no estado com 58% dos votos no primeiro turno; já Lula obteve cerca de 50% no segundo turno em 2022.

Essa dinâmica torna Minas um termômetro das eleições nacionais.

A dificuldade tanto para Lula quanto para Flávio é evidente: Lula apresenta um “plano C” para o governo estadual enquanto Flávio não conta com seu candidato preferido definido menos de 90 dias antes da eleição.

Expectativas Econômicas nas Campanhas

Thais Herédia, analista econômica, comentou que o mercado financeiro deve começar a considerar os cenários eleitorais com mais seriedade à medida que as campanhas se intensificam. Até agora, nenhum dos candidatos apresentou compromissos claros com a economia. “Fernando Haddad é quem demonstra algum desejo de fazer ajustes e sempre teve diálogo aberto com o mercado financeiro”, observou Herédia.

A analista também mencionou uma pesquisa da Paraná Pesquisas revelando Michelle Bolsonaro em segundo lugar pelo PL nas candidaturas ao Senado no Distrito Federal mesmo sem ter confirmado sua candidatura.

Caio Junqueira destacou que muitos partidos estão optando por concentrar recursos nas campanhas para deputado e senador em vez de apoiar candidatos ao Executivo. “Quem controla o recurso controla o poder”, concluiu Junqueira.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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