MC Tha lança novo álbum após sete anos de ‘Rito de Passá’ e une forças com Anitta

MC Tha unifica legado musical com Anitta em novo álbum de sucesso, marcando transição artística após sete anos.

24/07/2026 17:21

5 min

MC Tha celebra os sete anos de “Rito de Passá” enquanto prepara um novo álbum e uma nova etapa da carreira.
MC Tha celebra os sete anos de “Rito de Passá” enquanto prepara ...

MC Tha está vivendo um momento intenso e multifacetado na carreira: celebra a permanência do álbum “Rito de Passá”, conclui o trabalho que desenvolveu ao longo dos últimos três anos e participa da faixa “Sem Pressa”, parte integrante do projeto Equilibrium.

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A artista tem trabalhado em direção à estreia inédita nos dias 28 e 29 de julho deste ano (em **São Paulo**), na Casa de Francisca, um espetáculo concebido exatamente como a transição entre o repertório conhecido até agora e os materiais ainda não lançados no disco novo.

A força das comunidades artísticas

Segundo declarações feitas durante entrevista à Rádio Brasil de Fato — realizada naquela semana do dia [data omitido]—, ela enfatizou que esse convite representa mais do que uma parceria comercial; é prova da potência criada pelas bases comunitárias. MC Tha ressaltou seu engajamento orgânico com seus fãs: “Criou – se essa imagem de que número é tudo hoje em dia, e não é… meu engajamento orgânico vale muito”, afirmou a cantora sobre sua comunidade dedicada ao trabalho independente ou nicho. O processo colaborativo foi rápido, abrangendo desde o pedido até gravação musical e produção visual para “Sem Pressa”. Além disso, na construção dessa faixa pop contemporânea, um aspecto fundamental permaneceu intacto no projeto autoral dela.

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A Autoria como Pilar Criativo

“Além do convite para cantar”, explicou MC Tha, falando da importância dada à composição. A artista detalhou que acompanha todas as suas músicas porque se considera uma figura de cunho estritamente autoral; por isso, a participação em “Equilibrium” permitiu – lhe manter esse controle criativo.

Inicialmente, letra original seguia abordando temas mais cotidianos e simples ao dia a dia comum dos personagens narrados na canção pop colaborativa. Ao gravar sua parte vocal, ela modificou o ritmo usual: “Na parte que canto, trouxe uma fluidez, quase como se estivesse entrando em um transe, em outra atmosfera e com outro tempo”, descreveu.

O Significado da Conquista Compartilhada

Para os fãs de MC Tha, essa parceria é vista não apenas como sucesso pessoal, mas sim como algo conquistado coletivamente por todas as pessoas que acompanharam seu percurso artístico desde antes do contato maior com Anitta. A cantora também comentou sobre a forma como construiu publicamente sua imagem.

Embora trabalhe dentro dos moldes pop atuais, ela evita ser percebida pelo público como uma figura inalcançável ou distante: “Eu quebro essa barreira da ‘diva’. Não estou sempre aparecendo como uma deusa intocável”, avaliou.

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Sobre o futuro e possíveis novas audiências para “Equilibrium”, MC Tha expressou esperança positiva; espera – se que os novos ouvintes tenham oportunidade de conhecer seus trabalhos anteriores na trajetória artística dela em geral. A artista rejeitou qualquer tentativa de transformar esse encontro musical numa narrativa desnecessária de disputa entre as duas cantoras no mercado.

Ela declarou ainda torcer por um cenário onde seja compreendido, antes de tudo, que não existe rivalidade profissional nesse contexto artístico grande ou pequeno.

Identidade Racial e a Música Afro – Brasileira Trajetória Pessoal: De Cidade Tiradentes ao Centro da Capital

A construção do álbum “Rito de Passá” coincidiu com profundas descobertas pessoais para MC Tha. Nascida em Cidade Tiradentes— bairro periférico na zona leste paulistana —, ela passou pelas reflexões sobre sua identidade racial após se mudar mais perto no centro expandido da capital.

Ela recorda que recebeu leituras distintassobre quem era nos dois locais; enquanto lá, nunca ninguém a olhou e leu como uma mulher negra explicitamente Nos espaços centrais onde começou frequentar o convívio socialmente diferente, porém, foi imediatamente reconhecida dessa forma: “No começo [era] inseguro para mim… Então era uma loucura na minha cabeça”, relatou.

Foi nesse período também em que MC Tha mergulho nas discussões feministas do movimento cultural brasileiro de época

A Influência das Matrizes Africanas

Outra experiência decisiva no processo criativo envolveu sua aproximação com um terreiro religioso; inicialmente criada dentro da família adepta ao cristianismo e marcada pelo desconhecimento sobre as religiões afro – brasileiras. Ela relata ter chegado a acreditar, por preconceito ou ignorância, que entrar numa comunidade religiosa limitaria diversos aspectos importantes de seu cotidiano pessoal na vida adulta jovem.

Contudo, o acolhimento encontrado nesse espaço fez uma grande diferença em suas dúvidas transformadoras: “Consegui ler as coisas que estavam acontecendo de outra forma”, afirmou.

“Quando encontro o terreiro e percebo a questão dos toques — [que] eram muito semelhantes ao funk —, abre – se outra camada”, explicou MC Tha; foi desse ponto de vista profundo ela passou a compreender como há presença das matrizes africanas no cerne da sua produção musical. Para finalizar esse raciocínio sobre gênero cultural periférico, defendeu ainda um conceito central para seu trabalho dizendo: “O funk da MC Tha, quando traz a música brasileira, na verdade traz a música afro – brasileira“.

Desafios do Funk Periférico

Criminalização e o Papel Público em São Paulo

Ao comentar os preconceitos que persistem contra o ritmo funkeiro — mesmo com projeção nacional ou internacional —, ela associou essa criminalização diretamente ao discurso de ódio racial. Segundo sua visão crítica sobre as desigualdades das periferias paulistanasela avalia que é apenas uma desculpa para continuar oprimiindo grupos negros, periféricos e a classe trabalhadora como um todo.

“É só uma desculpa para continuar oprimindo…”, criticou MC Tha; argumentando ainda que conflito relacionados aos bailes precisam ser enfrentados por meio do diálogo entre moradores e políticas públicas adequadas. Para garantir esse desenvolvimento cultural contínuo em São Paulo — onde se apresentará no dia 28 ou 29 de julho—, ela enfatizou: “O papel do poder público deve acolher e entender formas de fazer essa cultura acontecer”.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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