Irã ataca instalações dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia em resposta a ofensiva americana

A escalada de hostilidades entre Irã e EUA provoca alertas de viagem e restrições em consulados, refletindo o aumento das tensões na região.

24/07/2026 08:26

3 min

Imagens divulgadas pelos EUA mostram supostos lançamentos de mísseis durante ataques de autodefesa contra o Irã
Imagens divulgadas pelos EUA mostram supostos lançamentos de mís...

O Irã confirmou nesta sexta – feira (24) que atacou instalações dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia, em resposta a uma nova onda de ataques americanos ocorrida na quinta – feira (23). A ofensiva resultou em pelo menos quatro mortes e danos parciais a uma instalação da Guarda Revolucionária Islâmica no norte do Irã, conforme divulgado pela mídia estatal.

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Este ataque americano sucedeu declarações do presidente Donald Trump, que indicou não estar preparado para negociar neste momento.

A Guarda Revolucionária do Irã informou ter atingido a base de Al – Adiri, no Kuwait, além de uma torre de observação da Quinta Frota dos EUA localizada no Bahrein. As informações foram divulgadas pela agência de notícias semi – oficial Tasnim.

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Em adição, Teerã lançou drones contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al – Azraq, na Jordânia, segundo a emissora iraniana Press TV.

No entanto, a CNN ainda não conseguiu verificar essas informações de maneira independente.

Aumento das tensões na região

Os ataques iranianos se intensificaram contra países aliados dos EUA na região após uma nova ofensiva americana iniciada em meados de julho. Esses locais visados frequentemente abrigam bases militares dos Estados Unidos. De acordo com o Pentágono, ao menos quatro militares americanos faleceram devido à recente escalada de ataques iranianos durante a última semana: três na Jordânia e um em decorrência da detonação controlada de um drone iraniano no Iraque.

Como resultado dessa crescente hostilidade, consulados estrangeiros emitiram alertas severos e impuseram restrições de viagem. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido já desaconselhou “viagens que não sejam essenciais” para o Kuwait e o Bahrein apenas na quinta – feira.

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O início do conflito

No dia 28 de fevereiro, Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã com o objetivo declarado de “defender o povo americano”, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano. Entre essas ameaças estava o programa nuclear de Teerã, um tema recorrente que tem dificultado as negociações para encerrar os combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã resultaram na morte do então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, além de milhares de mortes em todo o país e danos consideráveis a museus e sítios culturais. Em resposta a essa ofensiva, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios pelo Oriente Médio e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma importante via marítima onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

Antes do início da guerra em fevereiro, o governo Trump havia realizado um ataque significativo na região desde a invasão do Iraque em 2003. Essa ação gerou alarmes sobre uma possível escalada da violência regional caso um conflito se iniciasse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA estavam mantendo diálogos regulares com o Irã sobre um potencial novo acordo nuclear. Contudo, esses esforços não impediram ações militares subsequentes diante das acusações feitas por Trump sobre o Irã rejeitar oportunidades para desistir de suas ambições nucleares.

O início da guerra também coincidiu com protestos massivos contra o regime iraniano no mês anterior, impulsionados pelo descontentamento econômico gerado pelo aumento acelerado nos custos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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