Irã afirma que ataque dos EUA teve quartel da Guarda Revolucionária como alvo

Um ataque com míssil atingiu um quartel – general do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) do Irã, localizado na província de Gilan, no norte do país. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal iraniana IRNA nesta sexta – feira (24.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O alvo do ataque foi o quartel da Marinha do IRGC, situado em Zibakenar, às margens do Mar Cáspio. As autoridades locais relataram que pelo menos quatro pessoas morreram e parte das instalações foi danificada.
Na noite anterior, o Comando Central dos Estados Unidos anunciou ter atacado “centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação e capacidades marítimas”. Contudo, a entidade não forneceu detalhes específicos sobre os locais atingidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A CNN também não conseguiu verificar essas informações de forma independente.
Retaliação iraniana a alvos dos EUA
O governo iraniano afirmou ter retaliado ao atacar instalações dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait e Jordânia após os ataques americanos. A Guarda Revolucionária mencionou ter atingido a base de Al – Adiri no Kuwait e uma torre da Quinta Frota dos EUA no Bahrein.
Além disso, Teerã lançou drones contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al – Azraq, na Jordânia. Essas alegações também não puderam ser confirmadas pela CNN.
A intensificação das ações militares por parte do Irã se deu após uma nova ofensiva dos EUA em meados de julho. Os ataques iranianos visam países aliados dos EUA na região, onde estão localizadas várias bases militares americanas. A recente escalada levou consulados estrangeiros a emitirem alertas severos e restrições de viagem.
Leia também
Na quinta – feira, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido desaconselhou viagens não essenciais para o Kuwait e Bahrein.
Contexto da guerra no Irã
A situação se agravou desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 28 de fevereiro um ataque“de grande escala” ao Irã. O objetivo declarado era proteger o povo americano eliminando ameaças do regime iraniano, incluindo seu programa nuclear — um ponto constante nas tensões entre os dois países.
Os ataques conjuntos dos EUA e Israel resultaram na morte do líder supremo iraniano à época, o aiatolá Ali Khamenei. Essa ação provocou milhares de mortes e danos significativos a museus e sítios culturais no Irã. Em resposta, Teerã iniciou uma série de retaliações em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito global de petróleo.
A escalada das hostilidades começou após protestos massivos contra o regime iraniano em janeiro, impulsionados por descontentamento econômico devido ao aumento vertiginoso dos custos. Apesar das conversas regulares entre enviados dos EUA e representantes iranianos sobre um possível novo acordo nuclear, as negociações falharam em impedir a ação militar que culminou na atual guerra.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



