EUA finalizam ataques ao Irã em ofensiva que já dura 10 dias e afeta tráfego no Estreito de Ormuz

A ofensiva dos EUA contra o Irã gera preocupações sobre a segurança no Estreito de Ormuz, impactando o tráfego marítimo e o transporte de petróleo na região.

Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio

As forças armadas dos Estados Unidos finalizam mais uma série de ataques contra o Irã na noite desta segunda – feira (20), marcando o 10° dia dessa ofensiva. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os alvos incluíram centros de comando militar, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea do país.

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O objetivo é reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando embarcações comerciais que navegam pelo Estreito de Ormuz.

O CENTCOM destacou em uma postagem na rede social X que o tráfego de embarcações comerciais pelo importante corredor marítimo internacional segue inalterado. Contudo, não foram divulgados detalhes sobre quantos alvos foram atingidos na última ação.

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Impacto nas operações no Estreito de Ormuz

Desde o início de maio, as forças do CENTCOM têm contribuído para garantir a passagem de aproximadamente 900 embarcações comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto. Entretanto, o tráfego diário através do Estreito de Ormuz apresentou uma queda acentuada desde que as negociações entre os EUA e o Irã colapsaram.

Nas últimas 24 horas, apenas nove embarcações passaram pela via marítima, conforme dados do Marine Traffic. Do total, sete navios de carga entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio – tanque e outro navio cargueiro deixaram a região em direção ao Golfo de Omã.

Esse movimento restrito é um contraste marcante em relação aos cinco meses anteriores, quando a média diária era significativamente maior.

A intensificação dos ataques entre os EUA e o Irã gera novas preocupações acerca da segurança das embarcações na região e afeta o transporte de petróleo por esse canal vital para as exportações. Informes indicam que várias embarcações comerciais foram alvo durante tentativas para estabelecer controle sobre o estreito.

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Preocupações com interferência na navegação

A falsificação de sinais de GPS tem se tornado uma preocupação crescente no local. Essa técnica interfere na navegação, fazendo com que as posições transmitidas pelos navios apareçam em locais incorretos. Essa prática persiste há meses e pode deslocar as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de quilômetros, dificultando assim o monitoramento efetivo das operações na área.

A situação continua tensa e complexa, com efeitos diretos nas rotas comerciais e no fluxo global de petróleo. O cenário exige atenção redobrada por parte das autoridades marítimas e dos países envolvidos nas operações no Golfo Pérsico.