Crianças com Asma Podem Praticar Esporte Após Avaliação Médica

Por muito tempo, a atividade física foi vista como um risco para crianças que convivem com asma respiratória. O medo de crises e a crença popular eram tão fortes que muitos pais acabavam evitando incentivar qualquer tipo de esporte ou movimento.
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No entanto, estudos científicos recentes desmentem essa visão restritiva sobre os pulmões em desenvolvimento. Pesquisas apontam justamente o contrário: manter uma rotina ativa não só é segura quanto benéfica no controle da condição pulmonar infantil
Benefícios comprovados do exercício físico
Um estudo intitulado “Comprehensive exercise recommendations for pediatric asthma: an evidence synthesis”, publicado na revista World Journal of Pediatrics, esclarece como um estilo de vida ativo pode ajudar crianças asmáticas a melhorar significativamente sua qualidade de sono e até diminuir a necessidade frequente de medicamentos por vezes.
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Além disso, praticantes regulares notaram que há aumento considerável tanto da capacidade cardiorrespiratória quanto dos aspectos físicos e sociais.
A fisioterapeuta Dra. Ana Paula Horn, docente em Ciências da Reabilitação pela Universidade Unopar (Unopar), reforça essa perspectiva ao explicar o papel do movimento guiado no controle das crises respiratórias pediátricas. Segundo ela, além de fortalecer os músculos pulmonares e aumentar drasticamente a resistência corporal, é fundamental para ampliar ainda mais a autoconfiança infantil na gestão da própria saúde.
Dicas essenciais: Como incluir crianças com asma nas atividades
Avaliação médica prévia antes dos exercícios
Para que qualquer atividade física seja segura, deve haver uma avaliação pneumológica inicial realizada pelo especialista. O médico poderá verificar se a condição está bem controlada neste momento específico do ano ou ciclo vital; ele também orientará sobre o uso correto das medicações preventivas no período de exercício físico. É crucial determinar em qual fase prática esportiva é seguro para aquela criança naquele instante
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Outro ponto fundamental envolve saber usar os medicamentos corretamente na rotina diária e durante treinos intensos.
Prevenindo crises: Medicação correta e aquecimento gradual
Crianças usuárias de inaladores podem precisar tomar medicação antes mesmo da atividade começar, seguindo sempre as instruções médicas específicas. Essa precaução ajuda a prevenir um quadro chamado broncoespasmo induzido pelo esforço; consequentemente, reduz o risco imediato de falta de ar ou tosse excessiva enquanto se exercita. É vital que professores e treinadores solicitem aos responsáveis não apenas o plano completo do manejo da asma, mas também saibam diferenciar os medicamentos preventivos dos usados para alívio.
As atividades devem obrigatoriamente iniciar com aquecimento gradual por cerca de 10 minutos em ritmo leve — essa etapa é essencial porque diminui drasticamente qualquer impacto repentino sobre os brônquios. O treino deve ser conduzindo diferentes níveis de intensidade ao longo desse tempo inicial até um desaquecimento igualmente planejado; sempre permitindo pausas quando necessário ou possibilitando a participação parcial na função observadora ativa se for preciso respeitar limites físicos no dia
Cuidados ambientais e pós – treino
Manter uma boa hidratação antes, durante e após o exercício físico não pode ser negligenciado. A ingestão adequada de água ajuda as vias respiratórias a permanecerem úmidas em todo momento.
Além disso, é crucial evitar ambientes com ar frio excessivo, poluição do ar ou outros irritantes que podem desencadear crises asmáticas. Nesses dias mais frios ou poluídos, priorizar exercícios realizados dentro de espaços fechados deve ser regra; também se recomenda manter esses locais livres de cheiros fortes como produtos de limpeza, mofo ou poeira para garantir maior conforto nas respirações
Por fim, após o esforço físico intenso e durante os minutos finais da atividade, um alongamento cuidadoso serve tanto ao corpo quanto aos pulmões. Embora uma tosse leve possa ocorrer naturalmente no final dos treinos em alguns casos, chiado persistente, aperto torácico ou dificuldade respiratória são sinais vermelhos que exigem a interrupção imediata do exercício.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.


