CNI debate descarbonização da siderurgia e combustíveis sustentáveis na Semana do Clima 2026

A discussão da CNI na Semana do Clima destaca a importância da descarbonização na siderurgia e no setor automotivo, visando uma economia mais sustentável.

07/08/2026 05:01

3 min

CNI discutiu sobre baixo carbono e combustíveis sustentáveis
CNI discutiu sobre baixo carbono e combustíveis sustentáveis

Durante a Semana do Clima de São Paulo (SPCW 2026), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu uma discussão sobre o aço de baixo carbono e os combustíveis sustentáveis no Brasil. A mesa – redonda ocorreu na quarta – feira (5) e abordou a descarbonização da siderurgia, um desafio que exige uma visão abrangente sobre o ciclo de vida dos materiais, desde a mineração até a reciclagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

João Irineu, representante da Stellantis, destacou preocupações do setor automotivo. Ele enfatizou que ferro e aço representam 60% da massa de um veículo, tornando a descarbonização um tema crucial para essa indústria. Irineu defendeu que a integração entre os setores público e privado é essencial para a redução das emissões de CO 2, ressaltando que iniciativas como o Programa Mover ajudaram o setor a cumprir normas graduais com resultados positivos na transição para uma economia de baixo carbono.

Desafios e soluções para a descarbonização

Guilherme Abreu, da Arcelor Mittal, apoiou essa perspectiva e afirmou que o caminho rumo ao carbono neutro inclui tanto tecnologias já existentes, como gás natural e carvão vegetal oriundo de florestas renováveis, quanto soluções inovadoras, como hidrogênio verde e eletrólise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Abreu, também é fundamental investir em macrogeração de sucata e inteligência artificial para aumentar a eficiência energética.

No âmbito operacional, aula Ferrador, da Saint – Gobain, apresentou dados sobre uma redução quase de 50% nas emissões diretas e indiretas de energia em unidades regionais. Essa conquista se baseia na eficiência processual e na adoção de práticas de economia circular.

Aceleração dos combustíveis sustentáveis

No painel dedicado à aceleração do mercado de combustíveis sustentáveis, os participantes concordaram sobre a necessidade de combinar marcos regulatórios com estratégias para descarbonizar setores mais complexos. Eles também discutiram as barreiras comerciais internacionais que devem ser superadas para promover o crescimento global desses combustíveis.

Ricardo Mussa, chair da SB COP (Sustainable Business COP), defendeu que as regulamentações precisam ser inteligentes, focando em setores onde a eletrificação enfrenta desafios técnicos significativos, como aviação com SAF (Sustainable Aviation Fuel) e transporte marítimo.

Leia também

Thiago Toscano, CEO da Itaminas, informou que sua mineradora planeja investir R 1,5 bilhão até 2023 na produção de minério de ferro com alto teor, fundamental para a descarbonização mundial da siderurgia.

Filipe Alvarez, representante da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), alertou sobre barreiras internacionais que podem impactar negativamente a competitividade do Brasil no setor. Ele argumentou que é preciso encontrar um equilíbrio entre a escala produtiva e o preço final dos biocombustíveis avançados.

Colaboração como chave para transformação

A moderadora das mesas – redondas e cofundadora do Orbis Instituto, Maria Emília Peres, destacou que as mudanças necessárias nos setores de aço e combustíveis não virão apenas por meio das novas tecnologias. Ela enfatizou a importância da colaboração entre diversos stakeholders: setor público, privado e sociedade civil são fundamentais nessa transformação.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!