Endividamento das famílias brasileiras atinge 82% em julho de 2026

Em julho de 2026, o percentual de endividamento das famílias brasileiras alcançou 82%, marcando o maior nível da série histórica pelo sexto mês consecutivo. O dado, divulgado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a junho, que registrou 81,6%.
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Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um avanço significativo de 3,5 pontos percentuais, já que em julho de 2025, o índice estava em 78,5%.
A pesquisa também fornece um panorama sobre a situação financeira das famílias após os 90 dias do programa do governo federal voltado para a renegociação de dívidas. Apesar do crescimento no endividamento, a taxa geral de inadimplência apresentou uma leve redução, passando de 29,9% em junho para 29,8% em julho.
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Impactos e Sinais Positivos
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC – Sesc – Senac, comentou que os seis meses seguidos de recordes negativos no endividamento têm consequências que podem ser sentidas tanto no comércio quanto na vida cotidiana das pessoas. Entretanto, ele destacou alguns sinais positivos: “Estamos vendo o pagamento de dívidas através do programa federal e um aumento na massa salarial e na ocupação”, afirmou Tadros.
Apesar dessas melhorias pontuais, ele enfatizou a necessidade urgente de implementar medidas que aliviem a situação financeira dos trabalhadores e impulsionem o setor produtivo. Essa abordagem é essencial para promover uma recuperação mais robusta da economia.
Comprometimento Financeiro e Inadimplência
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) revelou que o comprometimento financeiro dos consumidores aumentou. O percentual de famílias brasileiras com mais de 50% da renda mensal comprometida com dívidas subiu para 19% em julho, atingindo seu maior nível desde março deste ano.
Os dados indicam que os consumidores endividados estão dedicando cerca de 29,5% da sua renda mensal para quitar essas obrigações.
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Por outro lado, o tempo médio de atraso nas contas caiu pela terceira vez consecutiva, agora para 64,6 dias — o menor registrado desde dezembro de 2025. A proporção de inadimplentes com atrasos superiores a 90 dias também recuou para 48,5%, sendo esta a menor taxa desde agosto do ano passado.
Diferenciação por Faixa Renda
A pesquisa ainda revela nuances importantes entre diferentes faixas de renda. Enquanto a inadimplência diminuiu entre aqueles que recebem acima de três salários mínimos entre junho e julho, as famílias com rendimentos inferiores enfrentaram uma piora nos indicadores.
O percentual de endividados que ganham até três salários mínimos subiu para 84,9%, comparado aos 84,7% registrados em junho e aos 81,2% em julho de 2025.
No entanto, as famílias com renda superior a dez salários mínimos notaram um aumento no volume total de endividamento neste ano. Apesar disso, elas continuam apresentando uma queda na inadimplência: o percentual das contas em atraso caiu de 15,4% em junho para 15,1% em julho.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



