Café arábica tem alta de 3,43% em Nova York com chuvas intensas e atraso na colheita brasileira

A alta no preço do café arábica reflete preocupações com a qualidade da safra brasileira, impactando o mercado global e as expectativas de colheita.

Colheita de café avança nas principais regiões produtoras de MG e SP

O café arábica para entrega em setembro teve uma alta de 3,43% na sessão desta segunda – feira (27), sendo negociado a US 3,05 por libra – peso. A Barchart informa que esse aumento se deve às preocupações com as chuvas intensas nas principais regiões produtoras do Brasil, que podem afetar a qualidade da safra e diminuir a oferta global do produto.

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No estado de Minas Gerais, o maior produtor de café do país, foram registrados 32,4 milímetros de chuvas na semana encerrada em 26 de julho, um volume que corresponde a cerca de 2.700% da média histórica para este período. Além disso, os dados da cooperativa Cooxupé indicam que apenas 47,3% da área foi colhida até 17 de julho, um número inferior aos 59% do mesmo período do ano passado.

Um levantamento feito pela Safras & Mercado mostra que até 15 de julho, a colheita nacional estava em 64%, abaixo dos 77% registrados em 2025 e também menor do que a média dos últimos cinco anos, que é de 70%.

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Preços do açúcar e suas influências

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro fechou a sessão cotado a 14,58 centavos de dólar por libra – peso, apresentando uma queda de 1,29%. Segundo análise da Barchart, essa desvalorização é resultado da forte queda nos preços do petróleo.

O contrato do petróleo WTI recuou mais de 7% na mesma sessão, o que diminui a competitividade do etanol frente ao açúcar.

Com um cenário menos favorável para o biocombustível, as usinas podem optar por direcionar uma parte maior da cana – de – açúcar para produção de açúcar em vez de etanol. Essa movimentação pode aumentar a oferta da commodity no mercado internacional e pressionar ainda mais os preços.

Mercado do cacau apresenta queda

Os preços internacionais do cacau sofreram uma forte baixa na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em setembro caiu 5,13%, fechando a US 5.100 por tonelada. A Barchart aponta que o mercado perdeu força ao longo do pregão devido aos sinais crescentes de aumento na oferta global.

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A disponibilidade maior da commodity fez com que os preços atingissem o menor nível das últimas três semanas. Entre 1º de outubro de 2025 e 26 de julho de 2026, os embarques acumulados somaram 2,11 milhões de toneladas — um aumento de 21% em relação ao mesmo período da temporada anterior.

Além disso, dados divulgados pela Bloomberg mostram que as exportações de cacau da Nigéria cresceram 30% em junho comparadas ao ano anterior, totalizando 18.922 toneladas.

Aumento nos preços do algodão

Os preços do algodão subiram na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em dezembro avançou 1,13%, encerrando cotado a 80,88 centavos de dólar por libra – peso. Este movimento foi impulsionado pelo crescente interesse dos investidores no mercado dessa fibra.

De acordo com o relatório COT (Commitment of Traders), divulgado na última sexta – feira (24), os fundos especulativos aumentaram sua posição líquida comprada em futuros e opções de algodão em 3.525 contratos na semana encerrada na terça – feira passada.

Isso elevou o total das posições compradas dos fundos para 53.209 contratos, refletindo uma perspectiva otimista sobre os preços dessa commodity.

Suco de laranja tem leve queda

Os preços do suco de laranja também fecharam com leve desvalorização na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em setembro recuou 0,21%, terminando cotado a US 1,41 por libra – peso.