Brasil registra queda de 2,5% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026

A queda nos feminicídios reflete possíveis avanços nas políticas de combate à violência contra a mulher e uma mudança cultural em algumas regiões do Brasil.

23/07/2026 01:00

3 min

Violência contra a mulher, imagem ilustrativa
Violência contra a mulher, imagem ilustrativa

O Brasil contabilizou 741 casos de feminicídio entre janeiro e junho de 2026, apresentando uma queda de 2,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 760 crimes. Os dados são provenientes do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, que faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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O mês de junho destacou – se por registrar o menor número de ocorrências no primeiro semestre deste ano, totalizando 108 casos.

A análise dos números revela que houve uma diminuição significativa de 19 casos de feminicídio ao comparar os dois primeiros semestres de 2026. Essa redução é um dado importante em um contexto onde a violência contra a mulher continua a ser um tema alarmante no país.

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As estatísticas também revelam um panorama regional variado, com algumas Unidades da Federação apresentando melhorias significativas.

Desempenho por estado

Entre as regiões que mostraram uma diminuição nos casos estão Acre, Rondônia, Roraima, Piauí, Maranhão e Pernambuco. Esses estados conseguiram registrar uma queda no número de feminicídios em relação ao primeiro semestre de 2025. Por outro lado, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Sergipe e Amazonas tiveram um aumento nos registros durante o mesmo período.

A situação na Bahia, Espírito Santo, Pará e Tocantins se manteve estável, sem grandes variações.

As reduções mais acentuadas foram observadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Esses dados indicam não apenas uma possível efetividade das políticas públicas voltadas para o combate à violência contra a mulher, mas também uma mudança cultural que pode estar começando a impactar esses índices negativos.

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Tendências ao longo do ano

Os dados coletados pelo Monitoramento Nacional também apontam para uma tendência de redução contínua ao longo de 2026. Comparando o primeiro e o segundo trimestres do ano, houve uma diminuição de 59 registros de feminicídios entre abril e junho.

Essa desaceleração sugere que as iniciativas para combater esse tipo de crime podem estar começando a surtir efeito.

No entanto, especialistas alertam que ainda é preciso muito trabalho pela frente. A luta contra o feminicídio no Brasil requer não apenas medidas imediatas para proteção das mulheres vítimas de violência, mas também ações educativas que promovam mudanças profundas na sociedade.

Os dados devem servir como um chamado à ação para governos e sociedade civil.

A discussão sobre feminicídio é crucial em um país onde esse tipo de crime ainda é considerado uma epidemia social. As autoridades precisam continuar monitorando esses índices e investindo em políticas públicas que garantam a segurança das mulheres. É fundamental que esforços sejam redobrados para erradicar a violência baseada no gênero e garantir direitos fundamentais às mulheres em todo o território nacional.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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