Yara e Bananas Corrêa iniciam projeto para reduzir em até 60% a pegada de carbono na produção

O projeto pioneiro busca validar a eficácia de fertilizantes sustentáveis na redução das emissões de carbono na produção de bananas, com potencial de 60%.

07/08/2026 03:10

4 min

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A Yara Brasil e o Grupo Bananas Corrêa deram início a um projeto – piloto que visa diminuir a pegada de carbono na produção de bananas, utilizando fertilizantes com menor intensidade de emissões. Essa iniciativa é considerada a primeira focada especificamente na descarbonização da cultura da banana sob a perspectiva da nutrição vegetal.

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O projeto será implantado em uma área de 30 hectares da Bananas Corrêa, o que corresponde a cerca de 2% dos 1.400 hectares cultivados pelo grupo.

A expectativa das empresas é validar os resultados desta fase antes de expandir a tecnologia para outras áreas da propriedade. Francielle Bertotto, gerente de Sustentabilidade e Cadeia do Alimento da Yara Brasil, destaca que o objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa ligadas à produção agrícola sem afetar a produtividade. “Esse é o primeiro projeto com esse foco que temos conhecimento no cultivo de banana, buscando entender como essa redução nas emissões pode trazer benefícios para toda a cadeia”, afirmou.

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Fertilizantes sustentáveis e resultados esperados

O projeto utiliza fertilizantes fabricados a partir de matéria – prima obtida através de fontes renováveis e com menor intensidade de carbono. Apesar de manter a mesma composição nutricional dos produtos já utilizados pela empresa, essa nova abordagem promete reduzir consideravelmente as emissões durante a produção do fertilizante.

A Yara estima que a pegada de carbono das bananas pode ser diminuída em até 60% em comparação ao manejo convencional, mas esse percentual ainda será validado ao longo do projeto, que também medirá as emissões atuais da fazenda.

Ainda assim, não há previsão para aumento na produtividade das lavouras neste primeiro momento. Isso se deve ao fato de que a Bananas Corrêa já alcança índices superiores à média do setor, graças ao manejo nutricional adotado. “O fertilizante fornecerá exatamente os mesmos nutrientes.

Nossa meta é manter o desempenho agronômico enquanto reduzimos a pegada de carbono”, explicou Francielle.

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Antes de ampliar sua adoção, a empresa pretende validar tanto os aspectos técnicos quanto econômicos do projeto.

Atendendo à demanda por sustentabilidade

Para o Grupo Bananas Corrêa, essa iniciativa atende também à crescente demanda das redes varejistas por produtos com menor impacto ambiental. Eduardo Corrêa, diretor de Desenvolvimento e Negócios do grupo, ressaltou que a sustentabilidade está presente na cultura da empresa há décadas. “Nosso avô já falava sobre produzir respeitando a terra e o meio ambiente.

Essa proposta da Yara alinha – se aos nossos princípios e representa um passo significativo para deixar um legado na forma como produzimos alimentos”, disse.

A proposta já foi apresentada a grandes redes varejistas como Carrefour, GPA e Assaí, que têm interesse em iniciativas sustentáveis em suas cadeias de fornecimento. “O grande benefício é conseguir produzir com menor impacto ambiental sem comprometer a produtividade.

Isso fortalece nossa relação com clientes e consumidores e reforça nosso compromisso com uma produção sustentável”, afirmou Eduardo.

Pavimentando o caminho para o setor agrícola

A Yara acredita que essa iniciativa poderá servir como referência para outras cadeias agrícolas no Brasil. A empresa já implementa projetos semelhantes em diferentes culturas e adota uma estratégia inicial voltada para áreas – piloto antes da expansão comercial.

Segundo Francielle, o avanço das metas climáticas no setor varejista tem incentivado esse tipo de movimento: “Os varejistas precisam desenvolver ações junto aos fornecedores para atender às suas metas de redução de emissões. Projetos como este ajudam na construção de uma cadeia alimentar mais sustentável, agregando valor para produtores, indústria, varejo e consumidores”.

Após concluir esta fase de validação, espera – se que a tecnologia seja expandida por toda a área cultivada pelo Grupo Bananas Corrêa e eventualmente aplicada por outros produtores de banana no país.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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