Vídeo mostra últimos momentos de empresário Marcelo Magalhães antes de ser sequestrado em SP
O sequestro e assassinato de Marcelo Magalhães revelam uma trama de chantagens e desentendimentos financeiros, com quatro suspeitos envolvidos no crime.
O empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi sequestrado na noite da última quinta – feira (16) em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Câmeras de segurança registraram os últimos momentos dele ao entrar no elevador de um prédio e descer até o estacionamento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Às 21h, Marcelo foi visto na Estrada da Fazendinha acompanhado de um conhecido conhecido como “Fumaça”, que posteriormente apresentou diversas versões contraditórias sobre o sumiço do comerciante. O carro blindado de Marcelo foi encontrado às 22h 50 na Rua das Andorinhas, com marcas de calçados no capô e no para – brisa.
Testemunhas relataram que um homem alto e magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o veículo antes de fugir correndo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Busca pelo empresário
No sétimo dia das buscas, nesta quinta – feira (23), um corpo foi encontrado em um rio em Cotia (SP). A Secretaria de Segurança Pública confirmou que se trata do empresário Marcelo. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia.
A polícia apurou que ele foi assassinado após ser sequestrado na semana anterior e três homens estão presos devido ao caso; um quarto suspeito permanece foragido.
A investigação aponta que Marcelo teria sido atraído para uma emboscada por conta de desentendimentos financeiros. O delegado Fabiano Barbeiro revelou que o comerciante já vinha sendo alvo de chantagens por parte do amigo “Fumaça”. De acordo com a polícia, Marcelo havia decidido interromper repasses financeiros ao suspeito após transferir cerca de R 8 mil no dia do crime, valor que não é considerado a principal motivação para o sequestro.
Detalhes do cativeiro
Marcelo foi levado a um imóvel onde permaneceu amarrado por aproximadamente duas horas. Durante esse tempo, ele foi forçado a realizar transferências bancárias para os criminosos. Segundo a polícia, ele estava vivo enquanto era mantido em cárcere e foi levado até uma área de mata próxima a um córrego.
Leia também
Uma testemunha relatou à polícia que Marcelo implorou pela sua vida, oferecendo aos sequestradores que ficassem com o dinheiro desde que não o matassem. Contudo, as investigações indicam que os suspeitos pretendiam matar Marcelo desde o início do sequestro.
Por isso, o caso não está sendo tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que a retirada do dinheiro ocorreu apenas após a vítima ter sido atraída para a armadilha.
A perícia encontrou vestígios de sangue tanto no imóvel utilizado como cativeiro quanto no carro da vítima. Até agora, três suspeitos foram identificados e presos pela Polícia Civil após análise das imagens de segurança e provas documentais.