Venezuela inicia negociações com setores da oposição; chavistas buscam fim às sanções internacionais
Venezuela busca fim às sanções internacionais através de negociações complexas com setores da oposição.
A Venezuela se prepara para iniciar diálogos com setores da oposição como parte do Programa de Convivência Democrática anunciado pelo governo nacional venezuelano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O encontro reunirá deputados chavistas — liderados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (ANV) —, que dialogarão com um grupo formado por ex – parlamentares e membros dissidentes da ANV entre 2015 e 2021, cujo núcleo é representado pela ex – deputada Dinorah Figuera.
As negociações trazem pautas complexas sobre a transição política no país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Pauta dos diálogos: eleições versus sanções
A oposição tem como principal demanda garantir condições estritas para futuras eleições na Venezuela. Entre os pontos exigidos estão desde uma renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), até assegurar que organismos de observação tenham participação ativa nos processos democráticos em diferentes níveis.
Além disso, um ponto central levantado pelos dissidentes políticos e parlamentares foi a restituição imediata dos direitos civis daqueles cidadãos cujos status foram inabilitados pelo Poder Eleitoral venezuelano no passado recente.
Reivindicações governamentais sobre sanções externas
Por sua vez, o governo nacional apresenta reivindicações focadas na estabilização econômica. Entre elas está fundamentalmente solicitar reconhecimento ao atual poder executivo do país por parte de potências internacionais.
Outro pedido crucial é suspender todas as pesadas sanções econômicas que recaem sobre Venezuela, especialmente aquelas impostas pelos Estados Unidos e outros países estrangeiros envolvidos em bloqueios ou sequestros ativos dos fundos nacionais depositados lá fora.
Leia também
Manifestação chavista rejeita tutela externa no diálogo Apesar da preparação para os diálogos políticos com a oposição — marcando início previsto para 1º de agosto —, um grupo significativo de lideranças políticas chavista lançou uma declaração forte contra qualquer ingerência internacional. A “Declaração de Maracay”, emitida na terça – feira (28), ocorreu durante as celebrações do aniversário [data] falecido em 2013, e foi assinada por nomes conhecidos como ex – ministros Elías Jaua e Reinaldo Iturriza.
O documento funciona quase que como um programa político mínimo focado integralmente no rejeitar imposições externas dos Estados Unidos sobre os recursos venezuelanos. Os signatários defenderam a necessidade imperativa da união nacional para proteger tanto o governo quanto garantir soberania plena à Venezuela.
Foco principal: controle econômico.“Rejeitamos de forma firme qualquer tipo de tutela ou dominação externa”, afirma em trecho do manifesto chavista, criticando diretamente o fato de haver algum fundo administrado pelo governo estadunidense onde estão depositados receitas provenientes principalmente da venda de petróleo e outros bens nacionais.
O grupo também se manifestou publicamente exigindo que os fóruns de diálogo sejam transparentes e coerentes. Segundo a declaração divulgada na cidade considerada berço histórico do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MRBV), é preciso um acordo nacional genuíno para desenvolver uma solução democrática sem interferência estrangeira alguma.”
Visão sobre transição política. Em relação ao processo, o [nome] disse nesta segunda – feira (20) em entrevista coletiva que Washington estará “muito envolvido” no debate entre governo e setor oposicionista venezuelanos.
“Acredito que as primeiras conversas oficiais começarão na primeira semana de agosto. Achei essa proposta muito significativa… acreditamos que esse acordo foi recebido como notícia positiva”, alegou ele, embora tenha ressaltado a falta de confirmação oficial das autoridades locais quanto à participação direta de funcionários estadunidenses nas negociações.”
O comunicado final do grupo chavista reforçou seu compromisso com uma mais ampla unidade nacional para alcançar os objetivos da independência soberana contra qualquer forma de dominação externa sobre o país.**