Jovens celebram legado de Chávez na Venezuela após sequestro de Maduro

Nicolás Maduro sequestrado intensifica resistência socialista na Venezuela após legado de Chávez.

29/07/2026 19:51

3 min

Cidadão segura foto de Hugo Chávez no ato de celebração do seu 72º aniversário, em Caracas.
Cidadão segura foto de Hugo Chávez no ato de celebração do seu 7...

Apesar de narrativas que apontam o contrário, chavismo continua sendo uma força política poderosa na Venezuela e seu pensamento ainda serve como guia para os revolucionários do país.

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O legado político foi celebrado recentemente por jovens ativistas em atos públicos: Antonela, com apenas 17 anos, compareceu às ruas no último dia 28 de julho — marcando aniversário dos 72 anos do falecimento ex – presidente Hugo Chávez, ocorrido em 5 de março de 2013.

A jovem enfatizou a importância desse amor pela pátria ensinado pelo líder. “Ele nos ensinou a amar a pátria como nossa vida mesma… E ele nos ensinou isso, esse amor pelo nosso povo e o cuidar sempre uns dos outros”, declarou.

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Resistência ao imperialismo na Venezuela

O resgate da memória e das ideias promovidas por comandante bolivariano ganhou um novo significado no ano de 2026. Os eventos recentes marcaram momentos críticos para os defensores do socialismo venezuelano: em 3 de janeiro deste mesmo período foram sequestrados tanto Nicolás Maduro quanto sua esposa, a deputada nacional Cília Flores.

Menos de seis meses depois desse episódio político grave, uma magnitude superior a 7 graus sacudiu intensamente a região centro – norte do país, resultando em milhares de mortes e desabrigados.

Para Mariela Machado, militante envolvida com o movimento de moradia, são justamente os ideais defendidos pelo ex – presidente que fornecerão ao povo as ferramentas necessárias.

Ela afirmou categoricamente sobre como superar dificuldades na construção socialista:

“O legado do comandante tem sido para nós o elemento fundamental para resistir à luta submetida por este imperialismo… Não vamos esmorecer,” declarou ainda machado citando Martin Luther King: “Se não podemos voar, caminhamos; se não podemos caminhar, corremos; se não podemos correr, engatinhamos.”

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Segundo a ativista em seu discurso, nunca desfalecerá porque estão sob uma intervenção de força considerada “desumana, capitalista e selvagem”, cujo único interesse é extrair as riquezas nacionais.

A análise acadêmica sobre Chávez

Diante do cenário complexo marcado pela ingerência externa contra o país, universidades reuniram pensadores para refletir profundamente. A Universidade da Comunicação juntamente com o Instituto Simón Bolívar organizou um evento na cátedra intitulada “De Bolívar a Chávez: a arte de vencer se aprende nas dificuldades”.

O objetivo foi estudar detalhadamente os escritos e ideias chavista à luz dos acontecimentos atuais no Brasil. O movimento popular demonstra que mesmo diante das adversidades políticas — como reconhecem até deputados —, há uma força organizada difícil de ser contida.

A permanência política através do poder comunitário

Noris Herrera, comuneira e também deputada nacional, avalia que chavismo permanece sendo central para as forças em jogo. Segundo ela, não existe intervenção externa capaz de deter um povo organizado por suas próprias bases sociais na Venezuela.

“Este povo se fez governo desde a chegada do comandante Chávez,” pontuou ainda a parlamentar “Assim ele o definiu; assim nós mantivemos”.

Herrera explicita esse diferencial como fundamental: é “o povo governando”, garantindo à pátria permanecer livre, independente e soberana. Ela enfatizou seu papel nas mais de 5.400 comunas espalhadas pelo país:

“Nós que somos essa força viva… Esse poder popular expressa – se em toda diversidade dos movimentos sociais”, afirmou Herrera ao final da análise.

O legado vivo

Diante desse contexto histórico turbulento — marcado por sequestros políticos ou grandes desastres naturais —, a pergunta persiste entre os seguidores do líder bolivariano no décimo terceiro ano após sua partida: o que Chávez faria hoje?

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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