Trump impõe proibição à importação de robôs da China para proteger inteligência artificial nos EUA
As novas restrições de Trump visam fortalecer a segurança nacional e econômica dos EUA, enquanto a China promete retaliar contra as sanções impostas.
Na terça – feira, 28 de fevereiro de 2026, o governo Trump anunciou novas proibições que visam restringir a importação de robôs e inversores de energia provenientes da China. A decisão tem como objetivo proteger o desenvolvimento da inteligência artificial nos Estados Unidos e incentivar a volta de setores estratégicos ao país.
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A FCC (Comissão Federal de Comunicações) divulgou as medidas que proíbem a entrada no mercado americano de robôs humanoides e quadrúpedes, além de inversores de energia conectados, essenciais para integrar fontes renováveis às redes elétricas e data centers.
As restrições, que foram inicialmente reportadas pela Reuters, buscam proteger a cadeia de suprimentos da inteligência artificial contra ameaças como interrupções, roubo de dados e ataques cibernéticos. Além disso, o governo pretende estimular empresas a transferirem suas produções para os EUA.
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Objetivos das novas restrições
Em um comunicado, a FCC destacou que “esses dispositivos podem criar vulnerabilidades na cadeia de suprimentos que prejudicam a segurança econômica e nacional dos EUA”, representando riscos significativos à infraestrutura crítica do país. O presidente da FCC, Brendan Carr, reforçou o compromisso da agência em proteger as cadeias de suprimentos essenciais.
A embaixada chinesa em Washington criticou as novas proibições, pedindo aos EUA que ouçam as vozes racionais das comunidades empresariais dos dois países e parem com as sanções às empresas chinesas. A embaixada afirmou que tomará “todas as medidas necessárias em resposta a qualquer ação que cause danos materiais aos seus interesses”.
Analistas do setor preveem uma crescente adoção de robôs humanoides em diversas áreas, tanto no consumo quanto na indústria. A construção acelerada de centros de dados nos EUA também dependerá do fornecimento confiável de inversores. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou sobre possíveis sanções contra empresas chinesas por roubo de propriedade intelectual americana.
Implicações para fabricantes chineses
A proibição afetará diretamente a Unitree, reconhecida como líder global em robôs humanoides e detentora de cerca de 20% do mercado mundial, conforme dados da Counterpoint Research. Recentemente adicionada à lista do Pentágono por supostos vínculos com o exército chinês, sua parceria com a Nvidia para desenvolver tecnologia avançada levanta preocupações sobre segurança.
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Os críticos temem que os robôs possam coletar dados sensíveis da indústria americana e enviar informações para Pequim ou falhar em funções críticas. A FCC enfatizou que “os robôs coletam dados que podem ser utilizados por agentes mal – intencionados”, aumentando o risco à segurança nacional.
O deputado John Moolenaar, republicano por Michigan e presidente do Comitê Seleto da Câmara sobre a China, elogiou as ações da FCC como um passo importante para proteger os interesses americanos e fortalecer a indústria robótica nacional.
Papel da China no mercado global
A China é líder mundial na fabricação de inversores, com destaque para empresas como Sungrow Power Supply e Huawei. Com preços competitivos, Pequim tem aumentado sua participação no mercado ocidental enquanto enfrenta sanções rigorosas dos EUA.
A FCC havia sinalizado anteriormente sua intenção de proibir inversores chineses devido às recentes ações na Europa e preocupações sobre possíveis invasões cibernéticas.
As autoridades americanas estão determinadas a evitar outra situação como a campanha Volt Typhoon revelada em 2023, onde hackers se infiltraram em roteadores privados para atacar infraestruturas críticas. Além disso, o Departamento de Defesa já se encontra proibido de adquirir componentes fotovoltaicos fabricados por entidades estrangeiras consideradas problemáticas.
Até o momento, nem a Unitree nem as outras empresas mencionadas responderam aos pedidos de comentários sobre as novas restrições.