Trump acusa Rússia de interferir nas eleições americanas de 2020

Trump expõe ameaças persistentes às eleições americanas com acusações contra Rússia e China.

17/07/2026 14:01

3 min

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante a parada militar do Dia da Vitória, em 9 de maio de 2025
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante a parada militar do...

A Rússia negou de forma enfática as acusações feitas pelo ex – presidente dos EUA, Donald Trump, que apontava Moscou como responsável por interferir nas eleições americanas realizadas em 2020.

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Em declaração feita nesta sexta – feira (17), o porta – voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Dmitry Peskov, rejeitou veementemente qualquer envolvimento da nação com assuntos internos estrangeiros e alertou para a possibilidade de intervenções externas no próprio país russa.

Rejeição às alegações sobre influência eleitoral

Peskov afirmou aos jornalistas russos: “Rejeitamos todas as acusações… A Rússia nunca interferiu nos assuntos internos de ninguém.” Ele complementou que espera também não haver tentativas de interferencia em seus próprios negócios domésticos.

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O posicionamento veio após Donald Trump ter feito um pronunciamento à nação já na última quinta – feira (16). O ex – presidente havia emitido alertas severos acerca das vulnerabilidades do sistema eletrônico dos Estados Unidos, citando documentos onde a presença russa era listada entre países supostamente envolvidos com invasões da infraestrutura eleitoral americana no ano passado.

Escopo e contraataques às acusações

Trump classificou explicitamente Rússia como parte dos “adversários” que tentam influenciar o pleito americano em 2020. Ele também direcionou atenção para Pequim, alegando acesso não autorizado de autoridades chinesas aos registros de mais de 220 milhões de votantes estadunidenses.

“Hoje anuncio a desclassificação imediata… Os dados mostram que o sistema eleitoral americano está ‘mais vulnerável do que nunca a ataques cibernéticos'”, declarou Trump durante seu discurso nacional sobre as falhas na infraestrutura de voto.

Por outro lado, os aliados da China contestaram veementemente essas alegações: Lin Jian, porta – voz chinês em relações exteriores, classificou como “pura ficção e calúnia maliciosa” qualquer menção à suposta interferência russa. O diplomata reforçou ainda que Washington já teve suas acusações comprovadas por serem infundadas.

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O argumento russo baseado nas investigações americanas

Diante do cenário complexo das denúncias mútuas entre EUA e países rivais, o próprio Kremlin utilizou um histórico de apurações internas para defender sua posição. Dmitry Peskov lembrou aos presentes sobre conclusões feitas anteriormente pela própria Justiça americana.

Segundo ele, diversas investigação conduzidas nos Estados Unidos concluíram a inexistência total de qualquer tipo de influência ou intervenção vinda da Rússia no pleito norte – americano em 2020. O porta – voz detalhou que essas constatações não vieram apenas dos órgãos russos.

Conclusão: Foco nas fontes americanas

Peskov enfatizou ainda mais este ponto ao esclarecer que os resultados citados foram obtidos por comissões parlamentares e até mesmo pela Procuradoria – Geral da República dentro do próprio sistema americano. Ele concluiu reforçando o argumento factual perante jornalistas, dizendo “Todos chegaram à mesma conclusão: não houve influência”.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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