China rebate Trump com acusação de vigilâncias internacionais

Pequim denuncia vazamento de dados eleitorais como difamação maliciosa após acusação de interferência americana.

17/07/2026 10:49

3 min

Presidente dos EUA, Donald Trump e presidente da China, Xi Jinping, deixam a Base Aérea de Gimhae, próxima ao Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, Coreia do Sul, após negociações – 30 de outubro de 2025.
Presidente dos EUA, Donald Trump e presidente da China, Xi Jinpi...

O Ministério das Relações Exteriores da China rebateu veementemente as alegações do ex – presidente dos EUA, Donald Trump, sobre suposta interferência chinesa nas eleições americanas.

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Na sexta – feira (17), o porta – voz chinês classificou a afirmação de que Pequim teria manipulado dados eleitorais como “totalmente inventada” e “difamação maliciosa”. O confronto ocorreu após um pronunciamento transmitido pela Casa Branca na noite anterior à quinta – feira (16.

Acusações levantadas por Washington

Durante sua coletiva no White House, Trump alegou grave comprometimento com os sistemas democráticos do país. Ele afirmou publicamente que a República Popular da China realizaria aquilo que seria considerado o maior vazamento de informações sobre votação já registrado.

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Segundo as declarações feitas pelo ex – presidente americano, teriam sido obtidos dados cruciais — incluindo “nomes, endereços, telefones e filiações políticas” —, pertencentes aos 220 milhões de eleitores estadunidenses desde o ciclo eleitoral iniciado em 2020.

Além disso, houve acusações diretas contra órgãos internos dos EUA por supostamente esconderem essa extensão das atividades chinesas nas eleições americanas.

A resposta da China: Princípio não interferência

Na coletiva desta sexta – feira (17), Lin reiterou que a política externa chinesa sempre defendeu rigorosamente o princípio do respeito à soberania nacional e jamais se envolveu nos assuntos políticos ou eleitorais americanos. Ele enfatizou ainda que as alegações de manipulação são “há muito provadas infundadas”.

Por outro lado, em um movimento diplomático estratégico sem citar diretamente Washington, Lin devolveu acusações sobre vigilância internacional. O porta – voz alertou para uma prática global onde “A comunidade internacional sabe bem quem [interfere] nos assuntos internos… mantém vigilância prolongada e indiscriminada […] rouba dados de cidadãos estrangeiros em escala massiva”.

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Ele exortou o governo estadunidense a refletir sua própria conduta.

Contextualizando as tensões entre China e EUA

As declarações vieram após que os materiais divulgados pela Casa Branca trouxeram à tona supostas vulnerabilidades, como registros sobre sistemas eletrônicos de votação. Os documentos tratavam da alegada obtenção desses mesmos dados por parte chinesa ou investigações específicas no estado do Michigan relativas aos cadastros eleitorais estaduais.

A Fundação Nacional para uma Democracia (NED) havia lançado um relatório na quarta – feira (15), o qual serviu pano de fundo às acusações mais recentes.

O papel e as críticas ao grupo NED. Lin já tinha desmentido esse material em coletiva realizada quinta – feira (16). Ele classificou os conteúdos como “repletos de mentiras, falácias e informações falsas”, argumentando que a fundação promove apenas “a teoria da ameaça chinesa”.

Segundo dados do Ministério chinês sobre essa organização não governamental americana — descrita por eles nas suas próprias publicações —, ela seria uma entidade criada pela lei no Congresso estadunidense. O relatório feito pelo governo Chinês apontava o financiamento anual com dotações orçamentárias avaliadas em US 315 milhões para o ano fiscal de 2023.

A atuação internacional sob suspeita

O texto descreve ainda como os recursos financeiros dessa fundação foram empregados globalmente, citando um repasse totalizado em cerca de 65 milhões (aproximadamente R 350 mi) à oposição ucraniana durante a “Revolução Laranja” no período de 2004.

Outros exemplos incluem financiar grupos envolvidos na desestabilização ocorrida em Hong Kong e fornecer verbas anuais que variam entre US 5 milhões e US 6 milhões ao “Congresso Mundial Uigur”, organização com caráter separatista.

A suspeita sobre as atividades da NED não se restringe aos EUA: já foi necessário banir suas ações, como ocorreu quando Rússia declarou – a uma “organização indesejável” em 2015; além disso, o governo do México classificou seu financiamento a organizações antigoverno no ano de 2021.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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