Trump acusa fraude nas urns de 2020; investiga Casa Branca

Trump aprofunda investigação sobre irregularidades nas urns de 2020, buscando evidências na Casa Branca.

18/07/2026 13:57

3 min

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente da China, Xi Jinping, no Grande Salão do Povo, em Pequim. A visita termina sem acordo e frustra mercados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente ...

O ex – presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou recentemente aos debates sobre supostas irregularidades eleitorais do pleito de 2020 — ano em que Joe Biden foi declarado vitorioso no país.

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Desta vez, o republicano focou na alegação de interferência durante as eleições e abriu uma investigação baseada em grupos específicos de documentos da Casa Branca, os quais teriam comprovação dessa fraude alegada nos votos.

A análise das declarações: “narrativa imaginária”

Valério Arcary, historiador professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), avalia a postura política de Trump. Segundo especialista, ele teria construído aquilo que chama de “narrativa imaginária” para si mesmo; é essa história inventada sobre vencer suas três últimas disputas políticas que exige argumentos como o de fraudes.

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Arcary argumenta que manter esta retórica se torna um mecanismo necessário justamente porque não consegue admitir publicamente uma derrota nas eleições realizadas em 2020 e anos anteriores.

Padrão histórico: Interferência global nações

O acadêmico ainda aponta outro padrão no comportamento do ex – presidente americano ao afirmar que a interferência política já foi algo recorrente por parte dele. Ele lembra, inclusive, da intervenção feita recentemente pela figura republicana nos assuntos eleitorais colombianos.

“Não é um segredo,” destaca Arcary durante entrevista concedida à Conexão BdF, veículo ligado à Rádio Brasil de Fato, “que a CIA tem tentáculos capazes de manipular as lutas políticas para favorecer o triunfo dos governos alinhados incondicionalmente com os EUA”, afirmou.

Ameaças econômicas e geopolíticas

O historiador também fez uma conexão entre essas declarações americanas recentes e questões brasileiras. Ele relembrou do suposto “tarifaço” que Trump aplicou sobre produtos brasileiros em anos anteriores às eleições.

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“Olhem… Se antes das eleição eu faço um tarifaaço,” analisa Arcary citando possíveis falas, “caso vocês não escolham meu candidato, imaginem o que vai acontecer.”

Além disso, Valério Arcary criticou a forma como as alegações de fraude utilizam ameaça chinesa para criar certo pânico moral interno nos EUA com vista àquelas eleições de meio de mandato previstas para novembro.

A falta de autoridade do discurso

Arcary foi categórico ao desqualificar essa retórica. Ele critica veementemente qualquer tentativa de ressuscitar discursos da Guerra Fria ou sobre uma suposta amenaza socialista interna no país americano.

“Não dá pra levar isso tão seriamente,” afirmou o professor em São Paulo, reforçando que Trump não possui a devida autoridade quando fala em intervenção eleitoral após os acontecimentos na Argentina ano passado.”

O especialista recordou ainda um episódio específico: houve ocasião em que Donald Trump alertou publicamente para as eleições argentinas e disse que caso Alberto Fernández fosse derrotado por Javier Milei, haveria suspensão das renovações dos empréstimos ao próprio País.

Essas observações mostram aos ouvintes da Rádio Brasil de Fato (98.9 FM) como se desenrola esse debate político.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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