Setor de serviços dos EUA cresce em julho, com índice ISM subindo para 54,1 e novos pedidos em alta

O setor de serviços dos Estados Unidos apresentou um crescimento expressivo em julho, com o índice ISM subindo para 54,1, em comparação aos 54,0 registrados em junho. O aumento é reflexo da aceleração nos novos pedidos, que também se destacaram no mês passado.
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Os dados foram divulgados nesta quarta – feira pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM). Um índice acima de 50 indica expansão no setor, que representa mais de dois terços da atividade econômica do país. O indicador referente aos novos pedidos saltou de 55,1 em junho para 57,2 em julho, o que sugere que as empresas estão antecipando compras para evitar possíveis escassezes e aumentos de preços.
Demandas internas e desafios logísticos
A robusta demanda interna contribuiu significativamente para o desempenho do setor. O volume elevado de novos pedidos indica que a economia mantém um ritmo forte no início do terceiro trimestre. Além disso, as exportações também impulsionaram essa demanda.
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No entanto, a carteira de pedidos enfrentou uma desaceleração considerável. A alta demanda está gerando restrições na oferta, com fornecedores ainda levando mais tempo para entregar insumos às empresas. O índice referente às entregas dos fornecedores caiu de 54,4 para 52,8, sugerindo que as entregas estão se tornando mais lentas.
Essa lentidão nas entregas está contribuindo para o aumento dos preços dos insumos. O índice relacionado aos custos pagos pelas empresas subiu de 67,7 em junho para 70,3 em julho. Esse cenário pode pressionar a inflação após um período de queda nos preços da energia em junho.
Expectativas sobre a inflação e mercado de trabalho
Economistas alertam que mesmo com a redução nos preços do petróleo, a inflação subjacente pode continuar elevada devido ao aumento nos gastos relacionados à inteligência artificial. Na última semana, três membros do comitê de política monetária do banco central dos EUA manifestaram discordância quanto à política atual e preferiram um aumento de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros.
Outro ponto importante é que o subíndice de emprego da pesquisa registrou queda significativa, passando de 51,2 em junho para 47,4 em julho. Essa contração ocorreu em quatro dos últimos cinco meses e tem levantado preocupações sobre a evolução do emprego no setor de serviços no relatório governamental.
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Perspectivas futuras
Com os sinais mistos na economia e desafios persistentes na cadeia de suprimentos, os próximos meses serão cruciais para entender como o setor de serviços se adaptará às novas condições econômicas e à inflação crescente.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



