Países das Américas se unem para condenar plano de Ortega de acabar com eleições livres na Nicarágua

Na última terça – feira (4), um grupo de dez países das Américas manifestou sua reprovação ao plano do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que pretende acabar com as eleições livres no país. Os governos de Antígua e Barbuda, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, República Dominicana e Uruguai se uniram em uma declaração conjunta divulgada pela OEA (Organização dos Estados Americanos), destacando que essa intenção fere os direitos humanos e os princípios democráticos.
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A preocupação dos países foi gerada após Ortega fazer declarações em 20 de julho, nas quais afirmou que mudanças seriam necessárias. Na sequência, Gustavo Eduardo Porras Cortés, presidente da Assembleia Nacional e membro da FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), partido no poder, anunciou que as eleições ocorrerão; no entanto, medidas serão tomadas para impedir a participação de “golpistas”.
Reações dos países signatários
No comunicado divulgado na terça – feira, os países dissidentes expressaram sua condenação à intenção de Ortega. Eles afirmaram que qualquer medida constitucional ou legislativa que busque eliminar a competição eleitoral genuína e o pluralismo político é inaceitável. “Tais medidas minam o exercício efetivo dos direitos políticos garantidos pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, disseram os governos.
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A declaração surgiu um dia antes da reunião do Conselho Permanente da OEA, agendada para esta quarta – feira (5), onde a situação política na Nicarágua seria discutida. É importante lembrar que a Nicarágua se retirou do organismo regional em novembro de 2023, alegando interferência indevida em seus assuntos internos.
Posicionamento internacional e críticas
Os países signatários manifestaram também a intenção de monitorar de perto os desdobramentos na Nicarágua. Eles pediram às autoridades locais que respeitem os direitos políticos e as liberdades fundamentais do povo nicaraguense e assegurem a competição eleitoral multipartidária.
Além disso, enfatizaram a importância de cumprir com as obrigações internacionais relacionadas aos direitos humanos.
Após as declarações de Ortega, que está no poder desde 2007 com sua esposa Rosario Murillo atuando como “copresidente”, diversas nações da região criticaram sua tentativa de restringir as eleições. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou em um comunicado em 21 de julho que “a declaração de Daniel Ortega sobre não realizar eleições sob uma ditadura expõe sua verdadeira natureza autoritária”.
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Ele reiterou que o povo nicaraguense tem o direito legítimo de escolher seus líderes por meio de eleições democráticas.
Rubio concluiu seu posicionamento convocando a comunidade internacional a unir esforços contra o regime Murillo – Ortega. Segundo ele, essa ditadura não pode esperar manter relações normais com outras nações enquanto compromete os princípios básicos da democracia em nosso hemisfério.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



