Seca histórica fecha usina nuclear da Hungria pela primeira vez em 40 anos e gera alerta do governo

A paralisação da usina nuclear de Paks destaca a gravidade da seca na Hungria, que pode afetar o abastecimento de água e a geração de energia elétrica.

02/08/2026 15:30

3 min

Nível historicamente baixo do Danúbio força o fechamento da usina nuclear da Hungria em meio a preocupações públicas
Nível historicamente baixo do Danúbio força o fechamento da usin...

A Hungria se encontra em um momento crítico, segundo o primeiro – ministro Peter Magyar. Neste domingo (2), ele alertou que o país enfrentará cinco dias decisivos devido à seca que afeta o Danúbio, obrigando o fechamento da única usina nuclear do território pela primeira vez em mais de 40 anos.

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A paralisação da usina de Paks ocorre em meio a uma nova onda de calor que se aproxima. A escassez de água nos rios, incluindo o Danúbio, levanta preocupações sérias sobre o abastecimento de água potável, a navegação fluvial e a geração de energia elétrica.

A usina, que possui capacidade para gerar 2 gigawatts com seus quatro reatores de fabricação russa, operava com menos de 10% da sua capacidade total no domingo, uma vez que o nível das águas do Danúbio atingiu uma mínima histórica.

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Impactos da seca na Usina Nuclear

A instalação é crucial para a matriz energética húngara, e sua paralisação representa um desafio significativo. O Danúbio é utilizado como fonte de refrigeração para os reatores da usina, e a diminuição drástica do seu nível inviabiliza essa operação.

A autoridade responsável pela gestão hídrica já prevê que os níveis do rio continuarão a cair nos próximos dias, aumentando ainda mais a pressão sobre a rede elétrica do país.

Consequências e Medidas Adicionais

A situação crítica não se limita apenas à geração de energia. A queda nos níveis do Danúbio impactou também a navegação e o turismo na Hungria. Além disso, mais de 100 cidades e vilarejos enfrentam restrições no uso da água, incluindo áreas ao redor da capital Budapeste.

Essas medidas foram implementadas em resposta à grave situação hídrica.

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No intuito de mitigar os efeitos da crise energética, Magyar pediu às empresas, instituições públicas e cidadãos que reduzam significativamente ou reprogramem seu consumo elétrico durante as horas de pico noturnas, entre 17h e 22h. O governo deverá decidir neste domingo se irá impor restrições obrigatórias ao uso de eletricidade para grandes empresas a partir de segunda – feira.

A crise energética poderá ter grandes repercussões econômicas para o país. Mark Radnai, vice – presidente do partido Tisza, afirmou que os custos decorrentes desta situação podem variar entre 100 e 200 bilhões de florins húngaros (o equivalente a aproximadamente 315 a 630 milhões de dólares) devido ao aumento dos preços da eletricidade importada.

Painéis Hídricos e Futuro Incerto

A seca prolongada na Europa Central não é um fenômeno isolado; ela reflete padrões climáticos mais amplos que vêm sendo observados nas últimas décadas. Com isso, as autoridades húngaras estão sob pressão não apenas para lidar com as consequências imediatas da seca mas também para desenvolver estratégias sustentáveis para enfrentar eventos climáticos extremos no futuro.

A gestão adequada dos recursos hídricos será essencial nos próximos meses. O governo deve articular respostas rápidas e eficazes para garantir não só o abastecimento de água mas também a continuidade das operações essenciais em setores críticos como energia e transporte.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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