São Paulo Boat Show busca R 21 bilhões em vendas recorde em 2026

São Paulo Boat Show projeta R 21 bilhões em vendas recorde para 2026, impulsionando setor náutico nacional.

01/08/2026 12:32

3 min

R.MEQUELAZZO
R.MEQUELAZZO

São Paulo se consolida como o principal mercado consumidor do Brasil e abriga grande parte da frota náutica nacional. É esse cenário que torna ideal mais uma edição do São Paulo Boat Show, evento de negócios previsto para ocorrer no período de 24 a 29 de setembro neste ano na região da Expo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O setor procura aproveitar este potencial comercial antes mesmo dos visitantes chegarem à capital paulista; já foram vendidos os espaços das principais marcas disponíveis nas instalações do pavilhão em até 90%.

Potencial Náutico: Estrutura vs Mercado

A força desse segmento é comprovada pelos números registrados pelo estado. Segundo dados obtidos com exclusividade pela Casual EXAME, há um total de 240.981 embarcações registradas apenas em São Paulo, o que representa quase um quarto (24%) de toda a frota nacional brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para viabilizar ainda mais esse acesso às águas e destravar completamente seu potencial econômico, o Governo paulista implementou programas ambiciosos no âmbito do Turismo Náutico. O plano prevê instalar até 60 estruturas públicas dedicadas ao apoio da navegação na região até o ano de 2033.

Com essas melhorias estruturais previstas, espera – se elevar significativamente os negócios: há uma projeção para aumentar a movimentação econômica anual dessa atividade passando dos R 6,3 bilhões atuais para impressionantes R 21 bi nesse mesmo período futuro.

Recordes comerciais impulsionam feira

O evento não é apenas um show; ele se estabeleceu como maior ponto de encontro e negócio do setor náutico em toda América Latina. O mercado aquecido mostra sinais claros desse crescimento histórico nos últimos anos.

Em comparação com o ano anterior (em que foram fechados cerca de 700 negócios), na edição realizada em 2025 foi possível mover mais de 750 embarcações vendidas — uma alta expressiva de 7,1%. A participação da festa contou ainda anualmente com a presença de aproximadamente 40 mil visitantes entre os expositores das feiras.

Leia também

Gigantes no estande. A variedade e porte dos modelos expostos são notáveis. Embora seja um salão coberto, ele recebe equipamentos gigantescos que demandam logística especial para transporte e montagem até o local do evento. Por exemplo, na edição anterior houve destaque por grandes iates como aquele medindo 21,55 metros de comprimento; este modelo tinha capacidade diurna para acomodar 23 passageiros ou pernoitar oito pessoas em sua estrutura interna.

Os principais fabricantes também confirmaram lançamentos importantes neste ano. A fábrica da Azimut Yachts, localizada em Itajaí (SC), continua a construir os famosos iates com modelos chegando aos 30 metros. Já no Palhoça (SC), é produzida pela Schaefer Yachts uma linha que inclui o popular modelo Schaefer 26M, um barco robusto nos moldes dos pés britânicos e atingindo 86 pés na medida padrão do setor

Tendências de consumo: busca por conforto

“São Paulo possui realmente a maior frota do país; contudo, parte desse potencial só se concretiza dependendo das estruturas adequadas para acesso às águas,” explica Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos.

Ela reforçou ainda como os píeres públicos, as marinas ou serviços complementares estimulam toda essa cadeia. “O São Paulo Boat Show reúne todos esses elos — barcos novos, manutenção especializada, turismo náutico até mão de obra qualificada —, transformando o mercado em negócios reais”, afirmou.

Essa mudança no perfil dos consumidores brasileiros também é perceptível na evolução do porte e características embarcados nos modelos apresentados durante a feira.

“A busca migrou claramente por máquinas maiores; há um foco muito grande não só no espaço interno disponível para conviverem famílias inteiras, mas principalmente na autonomia energética e conforto que permita permanências mais longas fora da costa,” detalhou Vicentini sobre as tendências observadas.

A diretora concluiu dizendo: “O tamanho crescente desses barcos reflete como toda uma indústria brasileira investiu pesado tanto em engenharia quanto em design.”

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!