PF investiga esposa de Weverton Rocha por supostos repasses de R 11 milhões de advogado

Documentos obtidos pela Polícia Federal (PF) na operação realizada nesta terça – feira (4) revelam supostos pagamentos do advogado Willer Tomaz à Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, esposa do senador Weverton Rocha (PDT – MA). A autorização para a ação foi concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que destaca a origem de valores ligados a “infrações penais antecedentes”.
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Os investigadores acreditam que uma conta pessoal de Samya foi usada como meio para repasses significativos. Trechos de conversas entre o senador e Fayla Zulmira Menezes, identificada como “Financeiro WT”, sugerem que Weverton pediu uma transferência de R 500 mil.
Durante a troca de mensagens, Fayla menciona ter conversado com Willer e sugere que transferências entre empresas seriam mais ágeis. Um dos trechos indica que “o valor já se encontra na conta PF da Dra Samya”.
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Valores em jogo
A investigação aponta que Samya teria recebido mais de R 11 milhões de empresas ligadas a Willer Tomaz no período analisado. Além dos repasses, um imóvel em Brasília, considerado residência de Weverton, também é destaque no esquema de ocultação.
Segundo a PF, o senador esteve envolvido nas negociações para adquirir o imóvel, oferecendo um sinal de R 4 milhões e um saldo restante de R 2 milhões.
Embora Weverton tenha mostrado interesse na compra, a formalização ocorreu por meio da WT Administração de Imóveis e Bens SA, empresa pertencente a Willer Tomaz, pelo total de R 6 milhões. Essa desconexão entre titularidade e domínio econômico é um dos focos da apuração.
A nova fase da Operação Sem Desconto deflagrada pela Polícia Federal busca identificar um esquema desde 2023 que visa “ocultar ou dissimular” a origem e titularidade dos valores envolvidos. O relatório menciona postos de combustíveis e sociedades patrimoniais como parte das investigações, além de apontar uma transferência de R 130 mil recebida pelo senador vinda da sua irmã.
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Delação e respostas
A investigação teve início após dados extraídos do celular do senador serem analisados no contexto das fraudes do INSS. De acordo com os policiais, Weverton aparece como responsável por formular demandas, indicar beneficiários e acompanhar pagamentos relacionados ao esquema.
O advogado Willer Tomaz é descrito como uma figura central no possível esquema financeiro ligado ao senador. A PF caracterizou sua estrutura como um “hub financeiro” à disposição dos beneficiários envolvidos.
Em resposta aos desdobramentos da operação, o senador Weverton Rocha negou irregularidades e afirmou que as movimentações financeiras foram devidamente declaradas à Receita Federal. Ele expressou surpresa com o envolvimento da família na operação: “Eu só não esperava que eles fossem tão longe”, declarou em nota.
A defesa de Willer Tomaz
Willer Tomaz também se manifestou por meio de nota, afirmando que o mandado de busca e apreensão contra ele se deve ao fato de ser proprietário da aeronave usada por Weverton Rocha em viagens particulares. Ele enfatizou que não está sendo investigado na Operação Sem Desconto e reforçou sua disposição em colaborar com as autoridades.
Tanto Weverton quanto Willer destacaram suas intenções de manter transparência durante o processo investigativo. A operação resultou em 18 mandados cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



