PCC amplia atuação com aquisição de fazendas em Mato Grosso e laboratórios de cocaína na Europa
PCC expande suas operações com a compra de fazendas em Mato Grosso, reforçando sua presença no tráfico internacional de drogas e desafiando a segurança pública.
Recentes investigações revelam uma preocupante evolução nas atividades do PCC (Primeiro Comando da Capital), envolvendo tráfico violento na fronteira, aquisição de fazendas bilionárias em Mato Grosso e a operação de laboratórios de cocaína na Europa.
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Apesar dos esforços das forças de segurança estaduais e federais ao longo dos anos, a facção criminosa se adapta, mudando suas rotas e penetrando em diversas camadas da sociedade.
Vídeos obtidos pela CNN Brasil mostram o tráfico de drogas do PCC na fronteira do Paraná. Embora a facção continue operando nessa área, novas rotas foram estabelecidas, dificultando o trabalho das autoridades e permitindo que o ciclo criminoso permaneça ativo.
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Aquisição de Fazendas em Mato Grosso
Mesmo com o fortalecimento da segurança na fronteira com o Paraguai através de investimentos em tecnologia e aumento do efetivo policial, as operações do PCC na região paranaense não foram interrompidas; ao contrário, a organização buscou alternativas.
Investigações indicam que a facção adquiriu fazendas no Sul de Mato Grosso avaliadas em aproximadamente R 8 bilhões. Essas propriedades funcionariam como novas bases para escoar drogas rumo ao Porto de Paranaguá e terminais privados, facilitando o fluxo ilegal de entorpecentes.
Os portos de Paranaguá, Itajaí (Santa Catarina) e Santos (São Paulo) estão entre os principais pontos estratégicos utilizados pelo crime organizado para o tráfico internacional de drogas. A localização desses terminais é crucial para as operações da facção.
Infiltração no Poder Público
A infiltração do crime organizado nas esferas públicas já é uma prática conhecida entre os investigadores. No Paraná, um caso emblemático envolve um major da Polícia Militar que foi preso por corrupção passiva. O ex – comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar de Loanda foi acusado de cobrar propina de criminosos locais.
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A investigação revela que ele recebia cerca de R 200 mil para facilitar o tráfego criminoso de drogas, armas e cigarros, especialmente em Umuarama, no Noroeste do estado. O major foi detido em setembro de 2025 durante a Operação Transparência, sendo denunciado pelo Ministério Público por atuar sistematicamente na cobrança e recebimento dessas propinas.
Laboratórios na Europa
As mais recentes descobertas sobre a atuação internacional do PCC apontam para a existência de laboratórios destinados ao refino de cocaína na Itália e em Portugal. Essa expansão significa que a facção passou a realizar parte do processo produtivo diretamente na Europa, aumentando significativamente seus lucros.
Estima – se que cerca de 90% da cocaína enviada à Europa por via marítima esteja conectada ao PCC. A forte ligação entre o grupo paulista e operações internacionais indica que a facção está se estabelecendo em diversos países europeus, replicando um sistema de produção e tráfico que foi “importado” da Bolívia, Paraguai e Colômbia, consolidado no Brasil.
Estrategias para Combater o Crime Organizado
A cooperação entre autoridades nacionais e internacionais já é reconhecida como essencial no combate à expansão do PCC. A facção opera como uma rede multinacional envolvendo empresas fictícias, exploração de brechas regulatórias e infiltrações na economia formal e no Estado.
Especialistas sugerem várias estratégias para enfrentar essa ameaça: investigar não apenas os executores dos crimes, mas também quem os financia; desarticular as redes logísticas e financeiras que sustentam as atividades criminosas; mapear vulnerabilidades regulatórias; além de promover uma atuação integrada entre diferentes órgãos públicos como Ministério Público, Judiciário e forças policiais.
O engajamento do setor privado, academia e sociedade civil também é visto como fundamental para proteger o ambiente econômico contra essas práticas ilegais.