Ouro atinge US 4,1 mil com queda do petróleo e tensões no Oriente Médio

O contrato mais líquido do ouro teve um fechamento em alta de mais de 1% nesta terça – feira (4), superando a marca de US 4.100. Esse movimento ocorreu em meio a uma forte atenção às tensões no Oriente Médio, que influenciaram o mercado. A queda do barril de petróleo Brent, que ficou abaixo de US 80, aliviou pressões inflacionárias e impactou os rendimentos dos Treasuries, criando espaço para a valorização do metal precioso.
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Na bolsa Comex, especializada em metais, o ouro com vencimento em dezembro terminou o dia cotado a US 4.152,6 por onça – troy, apresentando uma alta de 1,52%. A prata também se destacou, com um aumento de 4,13%, alcançando US 60,245 por onça – troy.
Acordos no Oriente Médio e suas implicações
Em entrevista à CNBC, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, comentou sobre a possibilidade de um acordo com o Irã “entre hoje e amanhã”. Essa negociação está sendo acompanhada de perto pelo mercado. Além disso, uma fonte da Al Arabiya indicou que um anúncio sobre os arranjos para a reabertura completa da via deve ocorrer nas “próximas horas ou amanhã”.
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Essas movimentações podem afetar significativamente as dinâmicas do mercado global.
No cenário interno dos Estados Unidos, foram divulgados dados sobre o relatório Jolts. O número de postos de trabalho abertos caiu para 7,359 milhões em junho, abaixo da expectativa que era de 7,4 milhões segundo analistas consultados pela Fact Set.
Esses dados são relevantes para compreender a saúde do mercado de trabalho americano e suas possíveis repercussões na economia.
Expectativas para o futuro
Com o cenário atual levantando questionamentos sobre investimentos em ouro, a Capital Economics se manifestou sobre o tema. A instituição acredita que os fundamentos econômicos dos EUA favorecerão a valorização do dólar em detrimento do ouro. “Nossa avaliação é que esse fator se sobreporá às questões mais incertas em torno das opiniões do presidente do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh”, afirmaram especialistas da entidade.
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A análise reforça que a maioria dos membros do Fed parece disposta a endurecer a política monetária caso a inflação continue acima da meta estabelecida. Assim, as próximas semanas serão cruciais para determinar os rumos das políticas econômicas e seus reflexos nos mercados financeiros.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



