Oferta global maior pressiona preços do cacau e cotações caem em Nova York
A pressão sobre os preços do cacau é acentuada pela expectativa de aumento da oferta global e incertezas na demanda, impactando o mercado em Nova York.
Os preços do cacau registraram nova queda na Bolsa de Nova York nesta quinta – feira (30), refletindo a expectativa de aumento da oferta global e o crescimento dos estoques monitorados pela ICE. O contrato com vencimento em setembro caiu 1,41%, fechando a R 5.112 por tonelada.
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Análises da Barchart indicam que o mercado está próximo das mínimas de três semanas e meia, observadas na última terça – feira.
A pressão sobre os preços é impulsionada por sinais de maior disponibilidade do produto, enquanto persistem incertezas em relação à demanda mundial. Na Costa do Marfim, maior produtor global de cacau, dados até 26 de julho apontam que os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas aos portos desde o início da temporada 2025/26, em 1º de outubro, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
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Influência da Nigéria e dos estoques certificados
A situação na Nigéria também contribui para a pressão sobre os preços. Informações da Bloomberg revelaram que o país exportou 18,9 mil toneladas em junho, uma alta de 30% na comparação anual. Além disso, o crescimento dos estoques certificados da ICE é um fator importante a ser observado.
Na terça – feira, os volumes armazenados atingiram 3.375.119 sacas, o nível mais alto em dois anos, o que reforça a ideia de um mercado mais abastecido.
O cenário internacional do cacau continua desafiador devido à combinação entre aumento da oferta e dúvidas sobre a evolução da demanda global.
Mercado do açúcar sob pressão
O mercado do açúcar também enfrentou pressões nesta sessão devido à perspectiva de recuperação na produção indiana. A melhora nas chuvas de monção no país, um dos maiores produtores mundiais, elevou as expectativas para uma safra mais robusta e levou os preços a recuarem na Bolsa de Nova York.
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O contrato futuro com vencimento em outubro fechou cotado a 14,43 centavos de dólar por libra – peso, uma queda de 0,48%.
Dados do Departamento Meteorológico da Índia mostram que até 29 de julho as chuvas estavam 15% abaixo da média histórica, mas apresentaram melhora significativa frente ao déficit de 42% registrado no fim de junho. Inicialmente alertado sobre a possibilidade da monção ser a mais fraca em 11 anos, o Ministério de Ciências da Terra agora observa condições climáticas favoráveis para a safra.
Expectativas para o café e algodão
No mercado do café, previsões indicando tempo seco nas principais regiões produtoras do Brasil pressionaram os preços para baixo. O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou cotado a US 3,23 por libra – peso, com uma queda de 0,84%.
As expectativas são que as condições climáticas favoreçam a colheita brasileira e aumentem a disponibilidade no mercado.
Enquanto isso, o algodão teve um desempenho positivo na Bolsa de Nova York, impulsionado pelas vendas externas da nova safra dos Estados Unidos. O contrato futuro para dezembro subiu 1,43%, finalizando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra – peso.
Dados semanais mostraram comercialização expressiva para esta nova temporada.
Preços do suco de laranja
No setor do suco de laranja, o contrato futuro para entrega em setembro apresentou valorização significativa de 5,84%, fechando negociado a US 1,46 por libra – peso.