Café arábica cai em Nova York e devolve ganhos da sessão anterior

O café arábica registrou nova queda nesta quarta – feira (28) na Bolsa de Nova York, após um dia de alta. O contrato com vencimento em setembro encerrou o pregão com desvalorização de 4,01%, cotado a US 3,25 por libra – peso. Essa movimentação foi impulsionada pela desvalorização do real frente ao dólar, o que favorece as exportações dos cafeicultores brasileiros e levou investidores a liquidarem posições compradas nos contratos futuros.
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Apesar da recente queda, o mercado continua atento às condições da safra brasileira. Na terça – feira, os preços chegaram ao seu maior nível em duas semanas, refletindo preocupações sobre chuvas acima da média nas regiões produtoras, que podem reduzir a oferta global.
Em Minas Gerais, principal estado produtor de café do Brasil, a Climatempo informou que foram registrados 32,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 26 de julho, um volume impressionante de 2.700% acima da média histórica para o período.
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Movimentações no mercado de açúcar
O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro também teve baixa na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão com queda de 0,34%, cotado a 14,50 centavos de dólar por libra – peso. Segundo o Barchart, essa desvalorização foi influenciada pela expectativa de aumento na produção, após melhorias nas chuvas durante a temporada de monções — crucial para o desenvolvimento das lavouras.
Até 29 de julho, o Departamento Meteorológico da Índia indicou que o acumulado das chuvas estava 15% abaixo da média. Essa melhora é significativa se comparada ao déficit de 42% registrado no fim de junho. Inicialmente, o Ministério de Ciências da Terra da Índia apontou que a temporada poderia ser uma das mais fracas em onze anos.
O período das monções no país ocorre entre junho e setembro e tem impacto direto na produção agrícola, incluindo a cana – de – açúcar.
Desempenho do cacau
No mercado do cacau, o contrato futuro para entrega em setembro fechou com desvalorização de 0,31%, cotado a US 5.185 por tonelada. Os preços enfrentam pressão devido aos sinais de aumento da oferta global e incertezas quanto à demanda. Recentemente, os valores atingiram o menor patamar em três semanas e meia.
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A StoneX revisou suas previsões para o balanço global do cacau na safra 2026/27 e reduziu a estimativa de excedente para apenas 25 mil toneladas — uma queda significativa em relação às 149 mil toneladas projetadas anteriormente em abril. Os riscos para a produção na África Ocidental relacionados ao fenômeno El Niño também foram citados como fatores preocupantes.
Por outro lado, dados mostraram que os produtores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos durante o atual ano comercial iniciado em outubro de 2025. Esse volume representa um aumento de 21% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, informações da Bloomberg revelaram que as exportações da Nigéria cresceram 30% em junho quando comparadas ao ano anterior.
Cenário do algodão e suco de laranja
No setor do algodão, os preços também caíram na Bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 1,24%, fechando cotado a 79,53 centavos de dólar por libra – peso. Esse movimento ocorreu em meio à cautela dos investidores antes da decisão sobre juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos.
A maior parte das posições operava em baixa entre 105 e 120 pontos durante o dia. Enquanto isso, o petróleo bruto subiu US 5,20 por barril e o índice do dólar americano teve alta de 0,024. Muitos analistas acreditam que as taxas devem permanecer inalteradas; no entanto, alguns esperam possíveis mudanças na política monetária.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



