Novo comandante das Forças Armadas da Ucrânia promete intensificar contraofensiva à Rússia

Mykhailo Drapatyi foi nomeado comandante – chefe das Forças Armadas da Ucrânia nesta quarta – feira (22). O presidente Volodymyr Zelensky designou Drapatyi, de 43 anos, para o cargo mais alto do exército, substituindo Oleksandr Syrskyi, de 60 anos.
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Essa mudança marca a maior reformulação na liderança militar ucraniana desde a invasão russa em 2022.
A decisão ocorreu após a saída do ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, de 35 anos, em uma ampla reestruturação governamental na semana passada. A situação revelou profundas divisões na cúpula da defesa ucraniana. Em suas primeiras declarações como comandante – chefe, Drapatyi afirmou que recebeu a missão de intensificar as ações de contraofensiva e lançar novas operações dentro da Rússia.
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Objetivos e desafios da nova liderança
Drapatyi destacou em uma publicação no Facebook que o presidente estabeleceu metas claras: continuar e intensificar as operações ofensivas em todos os domínios, planejar novas ações por trás das linhas inimigas e desenvolver as capacidades tecnológicas das Forças Armadas.
A Ucrânia já intensificou ataques à infraestrutura energética e logística da Rússia neste ano, visando minar o esforço bélico de Moscou.
O major – general Ihor Skybiuk, ex – comandante das forças de assalto aéreo, assumirá agora o comando do Estado – Maior. Drapatyi é visto como um general respeitado e pertencente a uma nova geração militar. Sua antecessor, Syrskyi, enfrentou críticas por seu estilo de comando rígido, que muitos acreditam ter causado perdas excessivas entre as tropas.
As recentes mudanças provocaram reações nas ruas. Em Kiev e outras cidades ucranianas, protestos exigiram a demissão de Syrskyi e a volta de Fedorov ao cargo. “Zelensky ouviu os manifestantes”, comentou Ilona Ivchenko, gerente de recursos humanos de 40 anos que reside na capital.
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Repercussões políticas e futuras estratégias
Syrskyi confirmou sua saída em uma publicação na rede social X, onde ressaltou seu histórico no campo de batalha e as reformas que implementou, incluindo a recuperação de mais de 700 km² do território ucraniano este ano. Ele afirmou estar entregando um Exército que não apenas defende, mas também tem iniciativa e estrutura para derrotar o inimigo.
Ainda que o avanço russo tenha desacelerado neste ano, as tropas continuam pressionando em áreas estratégicas do leste da Ucrânia. Zelensky indicou que ele e Drapatyi decidiram manter Syrskyi e Andrii Hnatov — chefe do Estado – Maior — nos esforços militares da Ucrânia, sem entrar em detalhes sobre suas funções futuras.
Fedorov elogiou a nomeação de Drapatyi, embora seu próprio futuro continue incerto. O presidente ofereceu um “cargo digno” na administração pública ao ex – ministro; no entanto, Fedorov já havia declarado anteriormente sua intenção de retornar ao antigo posto.
Fontes próximas afirmam que é improvável que isso aconteça.
Mobilização e tensões sociais
Zelensky nomeou Yevhenii Khmara como ministro da Defesa interino. Drapatyi assume o novo cargo em meio a crescentes tensões sociais e políticas relacionadas à liderança ucraniana durante a guerra. Um dos principais desafios será encontrar soluções eficazes para recrutamento militar.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



