Mercado Livre revela lucro de US$ 417 milhões, mas queda surpreende analistas em 2026

Mercado Livre revela lucro de US$ 417 milhões no 1º trimestre de 2026, mas queda de 15,6% preocupa investidores. Descubra os detalhes dessa reviravolta!

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Resultados do Mercado Livre no Primeiro Trimestre de 2026

Na quinta-feira (7), o Mercado Livre anunciou um lucro líquido de US$ 417 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026. Esse resultado representa uma queda de 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou abaixo das expectativas dos analistas.

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A diminuição nos lucros é atribuída aos investimentos em logística, expansão de crédito e frete grátis.

A empresa, que opera a plataforma de comércio eletrônico homônima e a fintech Mercado Pago, reportou um crescimento de 49% na receita, alcançando US$ 8,8 bilhões entre janeiro e março. Esse valor superou as projeções que eram de US$ 8,3 bilhões.

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A queda nos lucros, que marca o segundo trimestre consecutivo de declínio, reflete a decisão da empresa de continuar investindo estrategicamente para aumentar sua participação de mercado a longo prazo.

Investimentos e Crescimento

Os investidores estão atentos ao desempenho do Mercado Pago e à sua crescente carteira de crédito, especialmente após a queda das ações no início do ano, motivada por preocupações com riscos de crédito e aumento dos custos de investimento. Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de relações com investidores, comentou: “Estamos dispostos a sacrificar esses lucros de curto prazo porque acreditamos que a oportunidade vale a pena”.

Apesar dos lucros abaixo do esperado, a receita do Mercado Livre apresentou o crescimento mais acelerado desde o segundo trimestre de 2022, impulsionado principalmente pelo Brasil. A decisão de reduzir o valor mínimo para frete grátis, tomada no ano anterior, elevou os resultados além das expectativas, conforme relatado pela empresa.

Cuccioli afirmou que essa medida “veio para ficar”.

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Crescimento de Usuários e Cartões de Crédito

No Brasil, o número de compradores únicos cresceu 32% em relação ao ano anterior, o maior aumento em cinco anos, enquanto o volume de itens vendidos subiu 56%. Além disso, Cuccioli destacou o investimento no Mercado Pago e a rápida expansão dos cartões de crédito como fatores de crescimento.

O Mercado Pago atingiu 83 milhões de usuários ativos mensais, um aumento de 29% em relação ao ano anterior, e a receita líquida da fintech chegou a US$ 4 bilhões, com um crescimento de 51%.

A carteira de crédito da empresa cresceu 87% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 4,6 bilhões, o maior aumento trimestral em termos nominais. A carteira de cartões de crédito, por sua vez, mais que dobrou, alcançando US$ 6,6 bilhões, com a emissão de 2,7 milhões de novos cartões.

O CEO Ariel Szarfsztejn, que assumiu o cargo em janeiro, mencionou que a venda de parte da carteira de empréstimos poderia ajudar no crescimento regional do Mercado Pago.

Perspectivas Futuras

Cuccioli expressou confiança na possibilidade de expandir o negócio de cartões de crédito, embora mantenha cautela. “Se virmos que existe a oportunidade de expandir para mais cartões, faremos”, afirmou. Ele acredita que o potencial do negócio de cartões de crédito pode ser 30, 40, 50 vezes maior.

A empresa não está considerando realizar uma oferta pública inicial (IPO) para o Mercado Pago.

Por fim, o Valor Bruto de Mercadorias do Mercado Livre, que representa o total das mercadorias vendidas na plataforma, atingiu US$ 19 bilhões, um aumento de 42% em relação ao ano anterior.