Lucro da Saudi Aramco cresce 33% no 2º tri de 2026, impulsionado por preços mais altos do petróleo

Saudi Aramco mantém operações estáveis e se adapta a desafios, garantindo exportações mesmo com interrupções no Estreito de Ormuz.

04/08/2026 14:00

3 min

Tanques de petróleo em instalação da Saudi Aramco em Abqaiq 12/10/2019 REUTERS/Maxim Shemetov
Tanques de petróleo em instalação da Saudi Aramco em Abqaiq 12/1...

A Saudi Aramco, companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita, anunciou um expressivo aumento de 33% em seu lucro no segundo trimestre de 2026. O resultado positivo ocorreu mesmo diante da redução nos volumes de vendas, impactados pela interrupção do transporte no Estreito de Ormuz.

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A maior exportadora de petróleo do mundo registrou um lucro líquido ajustado de US 33,4 bilhões entre abril e junho, comparado a US 25,2 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Esse crescimento no lucro foi impulsionado principalmente por um aumento nos preços do petróleo bruto e produtos refinados e químicos. No entanto, a empresa também enfrentou desafios como custos operacionais mais altos e um aumento na carga tributária, além da diminuição nas quantidades vendidas.

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Manutenção das operações

A Aramco destacou que conseguiu manter a continuidade dos negócios durante as dificuldades enfrentadas, utilizando seu oleoduto Leste – Oeste, além de capacidade de armazenamento e terminais de exportação que garantiram a produção e as exportações.

A empresa reposicionou o porto do Mar Vermelho em Yanbu como um centro estratégico para embarques. Essa rede alternativa foi crucial para a manutenção das exportações e para mitigar os impactos da interrupção no Golfo Pérsico.

Embora essa estratégia tenha permitido que cerca de 5 milhões de barris por dia (bpd) continuassem a ser exportados por rotas alternativas — de uma produção total aproximada de 9,5 milhões bpd — ainda não é suficiente para substituir completamente os volumes normalmente enviados pelo Estreito de Ormuz.

No decorrer do trimestre e posteriormente em julho, algumas instalações da Aramco e suas afiliadas foram alvo de incidentes. Contudo, a empresa afirmou que esses eventos não tiveram efeito material sobre sua posição financeira, operações ou fluxos de caixa.

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Perspectivas futuras

O CEO Amin H. Nasser comentou sobre o futuro do mercado petrolífero, ressaltando que mesmo se o Estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, o processo de reconstrução dos estoques globais em declínio levaria até 18 meses. Essa recuperação seria feita a uma média de 2,1 milhões bpd, mantendo assim a demanda por petróleo bruto até 2027.

Especialistas do setor apontam que os preços do petróleo devem permanecer elevados. Este cenário é influenciado pela dinâmica global da oferta e demanda e pelas tensões geopolíticas que podem afetar ainda mais o fluxo comercial na região.

A performance robusta da Saudi Aramco neste trimestre reflete não apenas sua capacidade operacional em tempos desafiadores mas também sua habilidade em adaptar – se às condições adversas do mercado global. Com uma infraestrutura sólida e estratégias bem definidas, a empresa continua sendo um player chave no setor energético mundial.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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