Incêndios florestais se intensificam na Europa devido à terceira onda de calor em 2026

A Europa enfrenta sua terceira onda de calor deste verão, com vegetação seca e altas temperaturas intensificando incêndios que se espalham da Península Ibérica à França. Na segunda – feira (27), bombeiros lutaram contra grandes incêndios florestais que ameaçavam a cidade de Bordeaux, enquanto equipes na Espanha enfrentavam focos de chamas ativos há mais de uma semana, resultado de um intenso calor e seca na Europa Ocidental.
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Além disso, novos incêndios florestais surgiram no oeste do Canadá, onde as florestas continuam a arder em Ontário. O primeiro – ministro canadense, Mark Carney, classificou a atual temporada de queimadas como uma das mais severas já registradas.
Milhares de pessoas, incluindo comunidades das Primeiras Nações, foram forçadas a deixar suas terras neste verão.
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Impacto dos incêndios na Espanha e França
Até o momento, cerca de 2,95 milhões de hectares foram queimados no Canadá, superando a média dos últimos dez anos de aproximadamente 2,55 milhões de hectares. O país registra mais focos ativos do que nos mesmos períodos dos dois anos anteriores.
A situação é alarmante: na Espanha, mais de 75.000 pessoas foram orientadas a deixar suas casas e outras 30.000 receberam ordens para permanecer em abrigos seguros. Incêndios estão atingindo as províncias centrais de Madri, Ávila e Toledo.
As chamas devastaram mais de 50.000 hectares em Ávila, segundo a ministra do Meio Ambiente da Espanha, Sara Aagesen. Em Castellón, outro incêndio destruiu mais de 6.500 hectares. As autoridades continuam monitorando a situação crítica nas regiões afetadas.
Causas e agravantes das queimadas
Cientistas apontam que os verões cada vez mais quentes e secos no Mediterrâneo aumentam o risco dos incêndios florestais. Quando iniciados, a vegetação seca e os ventos fortes facilitam a rápida propagação das chamas. As mudanças climáticas exacerbam essa situação ao criar condições ambientais mais quentes e secas.
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Nos últimos anos, os países banhados pelo Mar Mediterrâneo têm visto o início antecipado da temporada de incêndios, resultando em recordes tanto na intensidade das chamas quanto nas áreas queimadas. De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), as emissões de gases de efeito estufa elevaram a temperatura global em cerca de 1,3°C desde a era pré – industrial.
A Europa aqueceu ao dobro da média global desde a década de 1980, conforme dados da Organização Meteorológica Mundial. Esse aumento significa que temperaturas ainda mais altas podem ser alcançadas durante ondas de calor que se tornam cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas.
Consequências para a saúde pública
Os países europeus se preocupam com o aumento da frequência das ondas de calor e as temperaturas recordes; dados oficiais apontaram para 10.650 mortes em excesso durante uma recente onda que atingiu o oeste do continente no final de junho. Com o aumento dos incêndios florestais associados às mudanças climáticas, há um risco maior para as populações expostas à fumaça dessas queimadas.
Pesquisadores estão investigando os efeitos a longo prazo da fumaça em reservatórios de água e plantações, além da exposição à fumaça durante a gestação e seus impactos no calor extremo. Nutrientes transportados pela fumaça podem contribuir para o crescimento excessivo de algas em áreas favorecidas pelo vento, gerando consequências negativas para o abastecimento de água potável e ecossistemas aquáticos.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



