Hermann Sørgel Propõe Barragem no Estreito de Gibraltar para Criar Continente Atlantropa

Hermann Sørgel propõe projeto audacioso para criar continente atlântico no Estreito de Gibraltar em 2026.

22/07/2026 13:41

3 min

A principal estrutura seria uma gigantesca barragem hidrelétrica no Estreito de Gibraltar.
A principal estrutura seria uma gigantesca barragem hidrelétrica...

O arquiteto alemão Hermann Sörgel concebeu o projeto Atlantropa com a ambição monumental de redesenhar completamente a geografia que separa os continentes Europa e África.

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A proposta foi apresentada em 1928, imaginando uma obra continental capaz não só de resolver problemas como desemprego ou escassez energética na época, mas também amenizar conflitos entre países europeus através da engenharia maciça do território.

Como funcionaria essa gigantesca barragem no Estreito

Segundo as concepções originais, era necessário fechar parcialmente o estreito de Gibraltar por meio de uma imensa barreira hidrelétrica. O controle dessa água que entra pelo Atlântico seria a fonte primária para gerar eletricidade e forçar um recuo progressivo das costas ao longo de décadas inteiras.

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O plano previa consequências profundas sobre toda bacia marítima: haveria redução gradual do nível médio do Mediterrâneo; grande parte dos antigos fundos marinhos ficariam expostos à superfície terrestre naturalizada;

Isso levaria também à formação inédita de novas planícies costeiras junto às margens, exigindo o deslocamento estratégico de portos naturais muito mais longe da linha d’água. Além disso, seriam criadas estradas férreas vitais e novos assentamentos humanos em áreas antes submersas ou inacessíveis pela engenharia civil moderna.

A rede superestrutural que uniria os continentes

No entanto, a barragem no Estreito de Gibraltar representava apenas um núcleo dentro de uma malha gigantesca ainda maior desenhada por Sörgel para formar esse novo “supercontinente” chamado Atlantropa. O arquiteto imaginou também ligar fisicamente setores do mar através da construção entre Sicília e Tunísia, aproximando o norte europeu diretamente à África Setentrional.

Outra intervenção crucial seria outra barreira na região dos Dardanelos (que controlaria acesso ao Mar Negro). Na parte africana continentalizada, incluíam – se planos ambiciosos nas bacias fluviais Congo e Chade; seriam criados extensíssimos reservatórios com sistemas de distribuição energética que alimentariam toda a nova rede elétrica planejada para as indústrias emergentes em terras agrícolas recém – expostas.

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Consequências ambientais e visão colonialista

O rebaixamento do nível marinho no Mediterrâneo alteraria ambientes construídos há milhares de anos na região costeira mediterrânea. Os impactos previstos eram vastos: o aumento da salinidade, por exemplo, transformaria completamente os ecossistemas marinhas existentes.

Entre outros prejuízos apontados pelo projeto estavam possíveis mudanças nas correntes marítimas globais bem como variações drásticas tanto na temperatura quanto nos níveis de água doce; isso acarretava grandes riscos para a pesca tradicional das comunidades litorâneas em geral.

Havia também previsão sobre necessidade constante e cara de reconstruir portos naturais ou canais importantes que seriam afetados pela mudança do relevo natural.

Por que Atlantropa nunca saiu da teoria

Apesar de o plano ter recebido ampla cobertura midiática, com centenas de artigos apresentando mapas detalhados entre 1928 e 1933 — contando até mesmo desenhos urbanísticos —, nenhum governo assumiu os custos astronômicos nem coordenou internacionalmente uma obra cuja execução levaria mais de um século.

As crises políticas globais subsequentes foram fatores decisivos para a paralisação. O surgimento do nazismo, seguido pela Segunda Guerra Mundial e toda reorganização geopolítica no período pós – guerra mundial afastaram qualquer possibilidade real que houvesse sobre sua concretização em escala global.

Hermann Sörgel continuou defendendo o projeto Atlantropa publicamente por anos; ele faleceu acidentalmente na cidade após décadas da concepção inicial dos planos grandiosos.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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