Haiti em emergência: o terror das gangues domina Porto Príncipe e gera caos em 2026

Haiti Enfrenta Escalada de Violência com Estado de Emergência
O Haiti atravessa um período de intensa escalada de violência. Relatos indicam que, na semana anterior, ataques perpetrados por gangues resultaram em mais de 70 mortes. Em resposta, o Exército decretou um estado máximo de emergência militar, que teve início nesta segunda-feira, dia 6.
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O objetivo principal é conter os ataques dos grupos criminosos e restaurar um mínimo de tranquilidade na região.
O Clima de Tensão e a Operação das Gangues
A jornalista e correspondente do Brasil de Fato no Haiti, Cha Dafol, comentou com o Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, sobre o clima de tensão no país e detalhou o modo de operação dessas facções. Ela descreveu um ambiente de terror constante.
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O Caos Imprevisível
Dafol explicou que os ataques podem ocorrer a qualquer momento. Ela relatou que, após períodos de aparente calma, a população é surpreendida por ataques violentos, como os que ocorrem de madrugada. Esses incidentes forçam os moradores a deixarem suas casas, gerando um caos que se estende por dias.
Impacto Territorial e Humanitário
Segundo estimativas citadas por Dafol, a capital haitiana, Porto Príncipe, possui quase 80% de seu território sob a influência desses grupos armados. Além da violência direta, ela apontou que certas áreas atacadas pelas gangues detêm posições estratégicas, especialmente no que tange ao tráfico de drogas.
Refugiados Internos e Deslocamento do Terror
Esse cenário de violência extrema tem gerado um grave problema humanitário: os refugiados internos. Dafol observou que o conflito não se restringe a um local, pois os deslocamentos de terror reverberam em municípios vizinhos. As regiões adjacentes acabam recebendo essas pessoas em suas casas e escolas, exigindo um esforço de contenção nacional.
A Natureza do Conflito e o Caos Persistente
Questionada sobre os objetivos das gangues, Cha Dafol foi enfática ao afirmar que é muito difícil determinar quem financia ou quem está por trás dessas ações. Ela destacou que os alvos não são aleatórios.
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Alvos e o Objetivo de Manter o Caos
Os ataques visam instituições cruciais, como hospitais, prédios públicos, universidades e a imprensa. Para a jornalista, não se trata apenas de uma guerra entre gangues, mas sim de uma estratégia maior. Ela concluiu que a função aparente é manter um estado de “não Estado”, um caos generalizado.
Acompanhamento da Cobertura Jornalística
O jornal abordou o tema em duas edições diárias, de segunda a sexta-feira, na Rádio Brasil de Fato. A primeira transmissão ocorreu ao meio-dia e a segunda às 17h, na frequência de 98.9 FM na Grande São Paulo.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



