Geraldo Alckmin anuncia implementação da Lei de Reciprocidade em resposta a tarifas dos EUA

Alckmin destaca que a implementação da Lei de Reciprocidade visa proteger a economia brasileira e mitigar os efeitos das tarifas norte-americanas.

16/07/2026 20:16

3 min

Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República
Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República

O governo brasileiro está preparado para implementar a Lei de Reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. A afirmação foi feita nesta quinta – feira (16) pelo vice – presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), durante uma coletiva de imprensa.

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Ele destacou que, além da lei, o país contará com um programa de apoio aos setores mais afetados pela medida.

Em sua fala, Alckmin classificou a decisão do governo Trump como “injusta e descabida”, ressaltando que os argumentos utilizados para justificar as tarifas são baseados em informações “totalmente falsas”. O vice – presidente enfatizou que o Brasil saberá agir no momento certo para minimizar os impactos dessa medida.

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Medidas de apoio e reativação do programa Brasil Soberano

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou da coletiva e informou que o governo reativará o programa Brasil Soberano. Este programa tem como objetivo fornecer suporte financeiro aos setores mais prejudicados pelas novas tarifas impostas pelos EUA.

Durigan afirmou que é possível que algumas iniciativas já sejam implementadas no início de agosto.

O ministro explicou ainda que as exceções à nova taxação foram ampliadas e que a definição das ações será feita em diálogo com os setores impactados. A intenção é criar um ambiente de colaboração para encontrar soluções adequadas às necessidades dessas indústrias.

Contexto histórico das relações comerciais Brasil – EUA

Alckmin lembrou durante a coletiva que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos apresentaram um superávit de US 424 bilhões nas trocas comerciais com o Brasil. Essa informação ilustra a importância das relações bilaterais e a dependência do Brasil em relação ao mercado norte – americano.

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Além disso, o vice – presidente mencionou o lançamento do programa Brasil Soberano no ano passado, criado para oferecer benefícios a setores afetados por tarifas dos EUA. A segunda edição do programa foi anunciada em março deste ano e incluiu R 15 bilhões adicionais em linhas de crédito disponíveis sob gestão do BNDES, visando ajudar aqueles impactados pela guerra no Oriente Médio e outras questões relevantes.

Repercussão entre especialistas

A reação à imposição das tarifas pelos EUA trouxe à tona discussões sobre a durabilidade dessas medidas. Especialistas afirmam que as novas taxas podem ser mais permanentes do que se imaginava inicialmente. Isso levanta preocupações sobre como os setores afetados poderão se adaptar a essa nova realidade comercial.

A expectativa é que o governo brasileiro adote estratégias eficazes para mitigar os efeitos negativos das tarifas sobre a economia nacional. As futuras conversas entre representantes do governo e líderes setoriais serão essenciais para definir as melhores abordagens na busca por soluções sustentáveis.

A situação atual exige atenção redobrada por parte das autoridades brasileiras, pois o cenário econômico global continua em constante mudança. O fortalecimento das relações comerciais com outros países também pode ser uma estratégia importante para diversificar mercados e reduzir dependências.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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