Flávio Bolsonaro repete fake news sobre urnas em evento internacional

Flávio Bolsonaro repete teorias conspiratórias sobre fraudes elecionais em evento internacional, desafiando decisão do STF.

22/07/2026 09:22

3 min

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

O senador Flávio Bolsonaro (PL – RJ) utilizou um evento reunindo diplomatas estrangeiros para reiterar alegações já desmentidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.

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Durante sua fala no encontro “Debating Brazil”, promovido pela agência Novo Selo Comunicação em parceria com The Brazilian Report, o parlamentar afirmou que as urnas eletrônicas do Brasil teriam a mesma origem das utilizadas na Venezuela e citou supostamente ser baseada num relatório de fraude feito por essa empresa nas eleições venezuelanas de 2012.

Alegação comparando sistemas elitorais

“Houve uma denúncia feita pelo governo americano suspeitando fraudes em um processo eleitoral eletrônico. Isso ocorreu especialmente na Venezuela, inclusive usando documentação própria do serviço de inteligência dos EUA: CIA,” declarou Flávio Bolsonaro durante seu discurso no evento “Debating Brazil”.

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Ele continuou reforçando o teor da alegação ao afirmar que muitas máquinas usadas nos pleitos brasileiros provêm dessa mesma companhia e não entraram mais detalhes sobre a origem das urnas utilizadas por Minas Gerais ou Rio de Janeiro (PL – RJ.

Posicionamento oficial contra as acusações

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já refutou essas afirmações em diversas ocasiões. Segundo os órgãos eleitorais, a Smartmatic— empresa responsável pelos sistemas eletrônicos na Venezuela —, jamais forneceu softwares nem equipamentos para serem usados nas eleições brasileiras.

“Todo projeto do sistema eletrônico de votação brasileiro foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral,” explica o TSE no seu site institucional da justiça brasileira.

Histórico das relações entre empresas. Embora tenha participado de uma licitação que visava fabricar urnas elétricas nacionais durante 2020, a companhia não saiu vitoriosa nesse processo competitivo. A participação se limitou à manutenção por meio de contratos específicos com foco em treinamento técnico ou prestação de serviços relacionados ao fluxo de dados e voz.

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Paralelo histórico: Declarações anteriores

Flávio Bolsonaro repetiu as informações falsas já disseminadas pela extrema – direita até então; contudo, ele acrescentou o pedido para que todos os países enviassem um grande número possível de observadores às eleições brasileiras, como é costume fazer na democracia globalizada.

Vale lembrar que Jair Bolsonaro fez declaração semelhante há alguns anos. Em 18 de julho de 2022 — quando ainda era presidente —, reuniu diplomatas internacionais sem apresentar provas concretas sobre a segurança das urnas eletrônicas do Brasil em uso no país.

Consequências legais e inelegibilidade

Devido à natureza falsa dessas alegações feitas contra as instituições democráticas por meio dos meios oficiais, o ex – presidente foi processado pelo TSE. Ele acabou sendo condenado pela Corte eleitoral pelos crimes de abuso político e utilização indevida da comunicação social (uso midiático.

Essa decisão resultou na declaração dele como inelegível até o ano de 2030.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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