EUA acusam Cuba de infiltração no DoD com rede espiã ativa há décadas

EUA denunciam rede espiã cubana com décadas de atuação no DoD, gerando preocupações sobre segurança nacional.

21/07/2026 07:59

3 min

Vista geral de uma rua de Havana com o Capitólio (antigo Congresso) ao fundo, em 2008
Vista geral de uma rua de Havana com o Capitólio (antigo Congres...

O governo dos Estados Unidos acusou Cuba de manter um vasto aparato clandestino de espionagem que teria conseguido se infiltrar em setores sensíveis do próprio Departamento da Defesa estadunidense (DoD). Segundo relatório elaborado pelo Departamento de Estado e divulgado nesta segunda – feira (20), a inteligência cubana estaria operando com agentes dentro do corpo diplomático americano por décadas.

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As alegações apontam para uma infiltração profunda nos mais altos escalões governamentais, sugerindo operações mantidas “durante décadas” no coração político Washington. O documento detalha o alcance dessa suposta rede espiã na capital americana.

A acusação dos EUA: Espionagem em alto nível

Um exemplo histórico citado nas investigações é o caso de Ana Montes, analista que trabalhava junto aos serviços de informações militares americanos e foi condenada ao crime após espionar a favor da Cuba entre os anos 1980 e 1990; ela só conseguiu ser libertada nos Estados Unidos depois de cumprir dois períodos totais de prisão até chegar à liberdade plena somente em 2023.

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O relatório não se limitou apenas às figuras passadas do serviço.

Além disso, Washington alega ter detectado atividades subversivas promovidas por Havana contra seu governo através de um suposto apoio direcionado a redes revolucionárias dentro dos EUA. Contudo, o próprio documento apresenta uma contradição: enquanto acusa infiltrações profundas no país vizinho, ele também afirma que Cuba nunca teve capacidade para derrotar os próprios americanos “em um conflito armado convencional”.

Cuba rebate e aponta pretexto político

Em resposta direta à divulgação oficial americana, o Ministério das Relações Exteriores cubano emitiu comunicado formalmente assinado pelo ministro Bruno Rodríguez Parrilla. O chanceler não apenas negou as alegações de espionagem do Departamento de Estado dos EUA; ainda acusou publicamente Marco Rubio, atual secretário estadunidense, de ser o autor intelectual por trás da elaboração desse informe.

“A mais recente falácia… forma parte da construção, [por] seu chefe (Rubio), de um prétexto para sustentar sua guerra econômica cruel e criminosa,” argumentou Rodrigues Parriilla no documento emitido pela diplomacia local. O líder curado detalhou que essa narrativa visa castigar cada família cubana em busca desesperada pelo apoio total dos cidadãos americanos.

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Ele também classificou a iniciativa como “outra evidência do plano macabro arquitetado” contra Cuba pelos interesses políticos específicos deste congressista flórida.

Tensão geopolítica: A ameaça constante

A tensão entre os dois países se intensificou significativamente desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, período durante o qual Washington manteve um discurso recorrente sobre sua capacidade potencial para promover uma “mudança de regime” na ilha caribenha.

Esse clima político foi acentuado após o sequestro ocorrido em janeiro passado envolvendo Nicolás Maduro. Segundo a análise do relatório americano — que é fonte da matéria —, Havana estaria travando há muito tempo “uma longa guerra de desgaste”.

Essa batalha não seria apenas militar ou política; ela envolveria espionagem contínua e infiltração constante.

“Havana vem [travando] […] redes paralelas e uma infraestrutura revolucionária destinada a colocar a população dos Estados Unidos contra o próprio país,” conclui trecho citado no documento, reforçando um cenário complexo onde as duas nações se confrontam por meio das informações secretas.”

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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