Estudo aponta que proibição de antimicrobianos pode reduzir em 7% a produtividade das fazendas

Um estudo recente indica que a proibição de antimicrobianos na produção animal pode resultar em uma redução de até 7% na produtividade das fazendas brasileiras. A análise surge em meio a discussões no governo federal sobre adequar o Brasil às exigências da União Europeia (UE) para retomar o acesso ao mercado europeu.
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Apesar do impacto previsto, representantes do setor de proteínas acreditam que a adaptação é imprescindível. Eles alertam que as restrições impostas pela UE podem influenciar outros compradores importantes da carne brasileira, como a China e nações asiáticas.
Pedido de ampliação do banimento
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) solicitaram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a ampliação do banimento de antimicrobianos considerados críticos para a saúde humana.
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As entidades argumentam que essa medida é fundamental para alinhar a produção brasileira aos padrões internacionais e garantir a competitividade nas exportações.
A União Europeia, embora represente cerca de 5% do volume total exportado pelo Brasil, é responsável por aproximadamente 5% a 6% da receita obtida com as exportações de carne. O bloco é visto como um relevante formador de preços e padrões sanitários no comércio internacional, especialmente por importar cortes de maior valor agregado.
As associações afirmam que continuam dialogando com o governo brasileiro e com toda a cadeia produtiva para buscar uma solução negociada com os europeus. Nesse interim, elas defendem a implementação de medidas técnicas que possam mitigar o risco de que as exigências europeias se espalhem para outros mercados importadores.
A importância da adaptação
O setor produtivo reconhece que atender às demandas da UE pode ser um desafio, mas acredita que esse processo pode abrir portas para novas oportunidades comerciais. Além disso, reforçar os padrões sanitários poderá trazer benefícios à saúde pública e à imagem do Brasil no exterior.
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No entanto, há um receio latente sobre como essas mudanças impactarão não apenas a produtividade das fazendas, mas também o custo final dos produtos. Os produtores estão atentos às possíveis consequências financeiras dessa adaptação, já que cada ajuste pode refletir diretamente em seus resultados econômicos.
A discussão sobre os antimicrobianos é parte de um debate mais amplo acerca das práticas agrícolas sustentáveis e da necessidade crescente por alimentos mais seguros e saudáveis. Assim, enquanto o governo avalia as melhores estratégias para essa transição, o setor continua mobilizado em busca de alternativas viáveis que garantam tanto a saúde pública quanto a viabilidade econômica das fazendas brasileiras.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



