Diretor do Festival de Veneza critica Hollywood por falta de estúdios na programação

O diretor do Festival de Cinema de Veneza, Alberto Barbera, se manifestou na quinta – feira (30) sobre a programação deste ano. Ele destacou que a ausência dos grandes estúdios de Hollywood e a baixa representação feminina entre os diretores refletem questões mais amplas da indústria cinematográfica, e não falhas de sua própria curadoria.
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Essa declaração surge em um momento em que apenas uma diretora está entre os 20 filmes que competem pelo Leão de Ouro, o prêmio mais importante do festival.
No artigo publicado no jornal italiano La Stampa, Barbera afirmou que seria “difícil, se não errado”, responsabilizar Veneza pela falta de filmes norte – americanos. Segundo ele, Hollywood enfrenta um período desafiador, com aumento de custos, queda nas bilheteiras e concorrência crescente das plataformas de streaming.
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O diretor citou que o único filme significativo esperado era “”, da Warner Bros, que decidiu lançar sem passar por festivais. “Simplesmente não havia outros títulos ou eles não estavam prontos a tempo para as nossas datas”, completou.
Desafios enfrentados pelos festivais
Nos últimos anos, os festivais de Veneza e outros eventos similares haviam se beneficiado da forte presença de Hollywood. Estúdios e plataformas usavam essas ocasiões para impulsionar campanhas publicitárias e promover lançamentos em busca de prêmios.
Contudo, neste ano, a situação foi bem diferente, com uma presença reduzida dos estúdios nas principais mostras.
Barbera, que lidera o festival desde 2012 e já esteve à frente dele entre 1998 e 2001, acredita ser prematuro afirmar que Hollywood abandonou definitivamente o circuito dos festivais. “Eu seria cauteloso ao tirar conclusões precipitadas sobre a decisão dos norte – americanos de se manterem afastados dos festivais”, escreveu Barbera.
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Para ele, será necessário aguardar para entender as novas estratégias que poderão surgir no próximo ano para promover filmes.
A luta pela igualdade de gênero
Além das críticas sobre a ausência dos estúdios americanos, Barbera também se defendeu das acusações sobre a falta de diretoras na competição. Ele argumentou que o problema vai além dos festivais e envolve desafios estruturais dentro da indústria cinematográfica que dificultam a paridade de gênero. “É fácil atribuir a responsabilidade aos festivais quando o problema está em um nível mais alto”, apontou.
A única mulher a garantir uma vaga na competição principal é a dinamarquesa May el – Toukhy, que apresentará seu drama “Woman Unknown”. O Festival de Veneza acontecerá entre os dias 2 e 12 de setembro. Entre os filmes mais aguardados estão “Cavalo Selvagem Nove”, dirigido por Martin McDonagh e estrelado por John Malkovich; “Ink”, do cineasta Danny Boyle; e “Possible Love”, obra do renomado diretor sul – coreano Lee Chang – dong.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



