Custo da dívida pública federal atinge 12,68% em junho de 2026, maior nível desde 2016

Em junho de 2026, o custo médio da dívida pública federal atingiu 12,68% ao ano, o que representa o maior índice desde setembro de 2016. Naquele mês, a taxa estava em 12,75%. Esses dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e refletem a crescente preocupação com as contas públicas do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Com um total de R 9,268 trilhões, a dívida pública federal mostra uma trajetória ascendente, especialmente quando se considera o contexto histórico. Em setembro de 2016, quando o Brasil enfrentava uma grave crise econômica, essa dívida era de R 3,046 trilhões em valores nominais.
Causas do aumento da dívida pública
A dívida pública aumenta sempre que os gastos do governo superam suas receitas. Quando isso acontece, surge um déficit primário, ou seja, as receitas arrecadadas pela União não são suficientes para cobrir as despesas. Para lidar com essa situação, o Tesouro Nacional precisa emitir novos títulos para refinanciar a dívida existente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Um fator crucial nesse cenário é a relação entre a taxa Selic e os títulos da dívida pública. Como parte significativa desses títulos está atrelada à Selic, um aumento na taxa básica de juros impacta diretamente no custo da dívida. Com a Selic elevada, o governo enfrenta custos mais altos para rolar sua dívida.
Componentes da dívida pública
A dívida pública federal é dividida em dois componentes principais: a DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) e a DPFe (Dívida Pública Externa). A DPMFi é negociada no mercado interno e alcançou R 8,920 trilhões em junho de 2026. O custo médio acumulado dessa dívida nos últimos doze meses subiu para 13,19% ao ano.
Por outro lado, a DPFe apresenta características distintas. O custo médio do estoque dessa categoria foi registrado em apenas 0,05% ao ano. Essa redução no custo se deve principalmente à apreciação do dólar em relação ao real. Ao final de junho de 2026, a DPFe somava R347,71 bilhões (equivalente a US 67,17 bilhões.
Repercussão nas contas públicas
A elevada taxa de juros e o crescimento da dívida pública geram preocupações sobre a sustentabilidade das finanças públicas brasileiras. Especialistas alertam que um ciclo contínuo de déficits primários pode levar a uma deterioração ainda maior das contas governamentais.
Leia também
A situação atual exige que o governo busque soluções eficazes para equilibrar suas contas e evitar um agravamento da crise fiscal. Medidas como cortes de gastos ou aumento na arrecadação tributária podem ser necessárias para garantir que as despesas não superem as receitas no futuro próximo.
Perspectivas futuras
O cenário econômico brasileiro nos próximos meses dependerá muito das decisões políticas e fiscais que serão tomadas pelo governo. Com um elevado custo da dívida e desafios econômicos persistentes, será fundamental monitorar como as autoridades irão responder para estabilizar as contas públicas.
A busca por alternativas que promovam um equilíbrio fiscal sustentável será essencial para restaurar a confiança dos investidores e garantir um crescimento econômico saudável no Brasil.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



