Boeing entrega 64 jatos comerciais em junho de 2026, superando maio e ano anterior

A Boeing projeta um segundo semestre promissor, aumentando a produção do 737 MAX e registrando 113 novos pedidos em junho, apesar da concorrência com a Airbus.

21/07/2026 00:31

2 min

Logo da Boeing
Logo da Boeing

A Boeing anunciou nesta terça – feira (14) que entregou 64 jatos comerciais em junho de 2026, um número superior ao registrado em maio e no mesmo mês do ano anterior, quando foram entregues 60 aeronaves. No total, a fabricante norte – americana contabiliza 314 entregas nos primeiros seis meses deste ano, o que representa um aumento de 12% em comparação ao mesmo período de 2025.

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Este é o maior volume de entregas para um primeiro semestre desde 2018.

Embora a Boeing tenha alcançado esses números expressivos, ainda está atrás da Airbus, sua principal concorrente europeia. A Airbus entregou 89 jatos comerciais em junho e soma 351 aeronaves entregues no primeiro semestre de 2026.

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Aumento na Produção dos Modelos

As perspectivas para a Boeing são otimistas para o segundo semestre do ano. A empresa projeta um aumento nas entregas impulsionado pela elevação na produção do seu modelo mais popular, o 737 MAX. Atualmente, a Boeing está aumentando a produção desse modelo de 42 para 47 aeronaves mensalmente.

No mês passado, as entregas da Boeing incluíram 42 unidades do 737 MAX e 13 unidades do modelo 787. Dentre os aviões da família 787, cinco jatos estavam retidos anteriormente devido a atrasos na certificação dos assentos para a companhia aérea Riyadh Air.

Além disso, a Boeing também entregou três cargueiros do modelo 777 e cinco unidades do modelo 767. Destes últimos, três foram destinados à conversão em aviões – tanque de reabastecimento aéreo KC-46 pela divisão de defesa da empresa.

Pedidos e Cancelamentos

No que diz respeito aos novos pedidos, junho foi um mês ativo para a fabricante. A Boeing registrou um total de 121 novos pedidos durante o mês, mas também enfrentou oito cancelamentos, resultando em um total líquido de 113 novos pedidos.

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Esses dados refletem uma recuperação gradual da indústria aeronáutica após os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19. O setor tem demonstrado sinais de resiliência com um aumento na demanda por viagens aéreas e transporte comercial.

Com essa tendência crescente nas entregas e com o aumento da produção planejada para o próximo semestre, a Boeing se posiciona para rivalizar mais fortemente com a Airbus nos próximos meses. A expectativa é que as melhorias nos processos produtivos e nas certificações ajudem a manter esse ritmo acelerado nas operações.

O mercado global continua observando atentamente os movimentos da Boeing à medida que as companhias aéreas renovam suas frotas e buscam modelos mais eficientes energeticamente. Assim, o desempenho da fabricante americana será crucial para determinar sua posição competitiva no cenário internacional nos próximos anos.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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